O selecionador nacional, Roberto Martínez, remeteu-se ao silêncio quando confrontado com a possibilidade de suceder a Álvaro Arbeloa no comando técnico do Real Madrid.

Em entrevista ao «El Larguero», da Cadena SER, o selecionador foi desafiado pelo jornalista a estar atento ao telemóvel, porque poderia ser contactado pelos «merengues», até por estar em final de contrato com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

«Não há rede aqui em Portugal», brincou Martínez, que encaixa no perfil de Enrique Riquelme, candidato às eleições do Real Madrid, que revelou estar em conversa com um treinador espanhol.

«Houve uma mudança de presidente, a Federação continua com estabilidade, mas não era uma conversa para se ter antes do Mundial», sublinhou.

O selecionador também voltou a abordar a «longevidade» de Cristiano Ronaldo e deixou vários elogios ao capitão da equipa das Quinas.

«Gostávamos de passar o seu exemplo a todos os jovens em Portugal. É um exemplo. Ele não joga para ganhar um título específico a nível coletivo ao individual. É a fome que tem. Ganhe o que ganhe, tem a mesma fome para melhorar no dia a seguir. Isso permite-te ter longevidade. Claro que há o aspeto genético e o trabalho que faz para ajudar o seu corpo ele utiliza. Mas é mais o aspeto psicológico. Trabalhei com jogadores que no dia depois de ganharem a Champions ou a Bola de Ouro perdem a fome. E ele é um exemplo nesse sentido», frisou.

Outro dos jogadores em foco em Espanha é Bernardo Silva, ele que está muito perto de rumar ao Barcelona, isto depois de ter sido associado ao Atlético de Madrid. Para Martínez, o médio luso encaixa em qualquer estilo de jogo.

«O Bernardo joga em todas as posições, onde a equipa precisar dele ou onde o jogo o exigir. É muito inteligente. Não há outro caso no futebol mundial de um jogador deste nível livre. O Bernardo adaptou-se no Mónaco, tem uma disciplina tática que consegue executar ao detalhe. (…) Não podemos subestimar a inteligência tática e de jogo que ele tem. É um jogador que corre entre 12 e 14 quilómetros [por jogo]. Ele tem de se sentir importante, mas encaixa em qualquer estilo e em qualquer forma de jogar», rematou.