Diogo Dalot, português do Manchester United, abriu o livro sobre a chegada do técnico Michael Carrick. O defesa de 26 anos confessou que, em comparação, não houve assim tantas mudanças desde a saída de Ruben Amorim.
Matheus Cunha, recorde-se, já tinha comentado que o sucesso atual também é mérito do técnico português.
«Se analisarmos com atenção, as coisas não são assim tão diferentes daquilo que fazíamos com o Ruben. Com bola, continuamos a construir jogo com três jogadores. Sem bola, eu diria que a diferença é que ao invés de jogarmos com três defesas centrais, agora só jogamos com dois e construímos numa linha de quatro com dois defesas laterais», começou por referir em declarações à DAZN Portugal.
E continuou. De acordo com Dalot, há assim tantas diferenças. Porém, há algo que mudou e faz muita diferença: a confiança dos jogadores.
«Noutras palavras, se olharmos para as peças do jogo individualmente, não vamos ver assim tantas diferenças. O que podemos reparar é no perfil diferente do jogador. No final do dia, o que realmente conta é o resultado, e com resultados, quando ganhamos, a confiança muda», completou.
Dalot chegou ao Manchester United em 2018, proveniente do FC Porto. É portanto, um dos jogadores do plantel com mais tempo no clube, apesar de tenra idade. O português é, ainda, um dos capitães da equipa. Uma responsabilidade que abraça com total sentido.
«É uma responsabilidade que eu gosto de ter. Sei que posso ser um exemplo. Ao mesmo tempo, continuo a aprender com os meus colegas, pessoas do clube e antigos jogadores», referiu.
«Obviamente, continuo a considerar-me jovem, mas a realidade é que eu cheguei ao clube tão cedo, que implica que agora tenha mais responsabilidades e sinto que essa é uma das razões pelas quais eu continuo cá», acrescentou.
O defesa direito confessou também as preferências no que diz respeito à posição em campo. Olhando para a possibilidade de extremo, Dalot fala em três opções: duelo individual, servir o 10 ou jogar para trás. Jogando a lateral, as opções são maiores, conta o jogador.
«É diferente quando jogas mais atrás, onde estás de frente para o jogo e tens a possibilidade de jogar para quase todo o lado. É a posição em que cresci a jogar e na qual tenho mais jogos, e sinto que é quase como voltar às minhas raízes», exemplificou.
Adiantou, ainda, que é a jogar mais atrás onde pode competir com os melhores. «Quando jogo nessa posição, acho que se nota a diferença, é aí que consigo competir com os melhores, que é sempre o meu objetivo», rematou.
Porém, o jogador natural de Braga reconhece que jogar em outras posições traz muitas vantagens. Traz, por exemplo, mais versatilidade, como o próprio assume.
Dalot deixou ainda uma palavra a Sesko, que tem estado em destaque desde a chegada de Carrick – são quatro golos em seis jogos. Para o português, o ponta-de-lança esloveno pode mesmo ser um dos melhores do mundo.
«Desde o início que vi coisas no Ben em que me revia. Ele é uma pessoa que, fora de campo, está disposto a fazer tudo o que possam imaginar. Ele pode ser, aliás, eu tenho a certeza de que ele será, um dos melhores avançados do mundo. Fico feliz que ele esteja a conseguir marcar golos, porque no final do dia é disso que vive um avançado», concluiu.