«Não somos como os da Costa do Marfim que contam com um dos melhores jogadores do mundo, Didier Drogba, e cerca de 14 jogadores nos melhores clubes da Europa. As nossas referências actuam em Portugal e nem jogam nos seus clubes», refere o jogador, em declarações reproduzidas pelo Jornal de Angola.

O ponta-de-lança reconhece que nem ele pode ser considerado uma referência incontornável, nesta altura. «Metade dos nossos atletas, em Portugal, não joga regularmente. Quando procuram uma referência, vão ao Benfica para falar do Mantorras, que dificilmente joga, ou a Inglaterra, por causa do Manucho, mas que também é pouco utilizado. Devemos ser realistas e aceitar que há selecções mais fortes que a nossa», atira.

«Independentemente do clube que representamos, quando vamos à selecção somos todos jogadores angolanos. Actualmente, todos pensam que são craques e não aceitam ouvir os atletas mais antigos. Estou nos Palancas há 12 anos e sempre que sou chamado vou com vontade de jogar. Esqueço o Benfica e penso apenas em ajudar o grupo a vencer, o mesmo acontece quando estou no clube», remata Mantorras.