Assim, os madeirenses podem dizer que têm meio golo de vantagem o que é curto e um momento de inspiração como Cristiano Ronaldo teve no Dragão, pode anular essa ligeira vantagem. Assim, só há um pensamento, embora com muito respeito ao adversário: ganhar, depois ganhar e por fim ganhar.

«Esta prova deve ser separada daquilo que é a prestação das duas equipas no grosso das competições em que entraram. É um momento muito particular, são duas pequenas colectividades que não têm passado a este nível nesta prova e que legitimamente cada uma delas aspira a marcar no seu historial também ele diferente. O Nacional traz o resultado de 2-2, tem o factor casa pelo seu lado. Mas isto é uma muito pequena vantagem, podemos dizer que é meio golo, pois basta um golo para alterar esta situação. Estes tipos de momentos não trazem de uma maneira clara vantagem. Aquilo que assistimos agora no Dragão é um bocado o decalque disto. Bastou um momento de inspiração de um jogador e a ligeira vantagem diluiu-se¿, afirmou Manuel Machado.

O treinador do Nacional prosseguiu o seu raciocínio: «A nossa perspectiva é encarar este jogo como uma unidade só, que é um jogo para pagar sem olhar ao trajecto das equipas na presente época, nem olhando à ligeira vantagem que trazemos. Será concentrados na vitória que entraremos em campo».

Legitimidades iguais

Quando confrontado se a pressão estava totalmente do lado da sua equipa, até pelas palavras do adversário, Machado não concordou com tal ideia: «Não me parece que tenhamos maior pressão. Temos para nós o que os responsáveis e jogadores do Paços terão para si: chegar à final da Taça de Portugal e ter legitimidade depois para a vencer».

Orgulhoso mas sem fanfarrice. É esta a forma de estar do técnico do conjunto da Choupana. Manuel Machado não escondeu que todos devem estar contentes com a época que está a chegar ao seu final. «Fruto do que se tem conseguido alcançar nas diversas provas, julgo que a tarefa até ao momento tem sido bem realizada e falo desde o presidente até ao suporte logístico e todos estarão orgulhosos da temporada que se está a conseguir», disse.

Depois, o técnico voltou a não concordar com as opções de quem lidera o futebol em termos de promoção e divulgação do mesmo. «O horário está marcado. Tentámos jogar numa outra data disponível, tal não foi possível. Vamos ter de o fazer agora. Evidente que prestigiar, divulgar e trazer para os estádios mais gente, uma quarta-feira às 18h15, não será o horário ideal», afirmou.