«Dói-me a alma. Chamarem-me de traidor no Boca dói-me, mas não posso fazer nada, estou atado de pés e mãos já que não posso jogar mais com a camisola do Boca Juniors. Sei o que fiz no clube, tudo o que lhe dei e o quanto lhe quero. Isso não vai mudar, digam o que disserem», afirmou o seleccionador argentino, em declarações à Rádio Mitre, na Argentina.

Apesar de se sentir magoado, Maradona compreende a posição dos adeptos: «É sempre o jogador a ter razão neste tipo de disputas, porque é ele que dá alegrias aos fãs. Eles têm o direito de pôr-se do lado de quem entenderem.»

Maradona voltou a tentar explicar a sua posição neste caso. «Sou adepto do Boca, mas tenho o cargo de seleccionador argentino. Aliás, convoquei jogadores da equipa [Forlín e Battaglia], mais Riquelme. Já expliquei às pessoas que convoquei Riquelme e ele é que não quis vir, não posso fazer mais nada a não ser seguir o meu caminho», disse o antigo número 10.

El Pibe não rejeita a ideia de voltar à Bombonera, onde tem um camarote, apesar dos adeptos terem optado pelo lado de Riquelme. «Quando a minha filha quiser ir ao estádio, irei com ela. Não tenho qualquer problema com as pessoas do Boca», assegurou Maradona. Ter rancor às pessoas do clube por esta situação é algo que não passa sequer pela cabeça de El Pibe. «Nunca. Seria a última coisa na minha vida, ter algum rancor às gentes do Boca. Nem por um jogador, nem por um presidente eu teria problemas com eles [adeptos]. Antes pelo contrário, vou ao estádio e os hinchas gritam-me palavras de incentivo», relembrou.