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Natural do Barreiro, o possante central de 1.84m e 82 quilos, ficou sem clube depois de não ter renovado contrato com o Portimonense, com o qual ficou magoado. Esteve à experiência no Cardiff, clube galês das divisões secundárias de Inglaterra, mas o negócio não se concretizou: «Foi uma situação normal do futebol. O treinador do Cardiff já me conhecia do Southampton e, como eu estava livre, no final da época, pediu para observar-me. Queria ver como estava porque não me via há oito anos. Depois acabei por não ficar, porque os valores que me iam pagar não eram aqueles que tínhamos acordado no início. Como descontam muito, e eu já sabia disso, não assinei.»

A ida para o Chipre

Seguiu-se a mudança para o Chipre, o campeonato estrangeiro onde há maior número de portugueses a competir: «Vim através de um empresário de cá e do Sérgio Leite [guarda-redes formado no Boavista, actualmente no Atromitos]. Também recolhi informações dos outros portugueses do clube (Rui Dolores e Tiago Lemos) que me falaram muito bem. Não é um clube muito grande, mas o projecto é muito bom. É um país tranquilo e recebem-nos de braços abertos.»

Comparativamente com o campeonato português, Marco Almeida não tem problemas em admitir que existe «uma diferença muito grande», mas diz que a Liga cipriota não é «assim tão fraca». «Há equipas e jogadores aqui no Chipre com muito valor», sublinhou.

Para o central, este não foi, portanto, um passo atrás na sua carreira de futebolista: «Antes pelo contrário, foi um passo em frente se tiver em conta que não tinha clube.»