Marítimo e Belenenses jogavam uma cartada importante em termos de objectivos. E esse facto pareceu limitar as duas equipas nos minutos iniciais da partida. Assim, só após 25 minutos de monotonia é que os espectadores no «caldeirão» viram a primeira jogada de perigo. Foi aos 27 minutos, e para a formação local, com Marcinho a isolar Baba, mas este só com Júlio César pela frente, rematou para defesa do brasileiro, com os pés.

Os homens de Jaime Pacheco entraram muito mal. Não conseguiam sair em contra-ataque e em termos defensivos revelavam muita falta de velocidade. Mantendo o comando do jogo, os verde-rubros perderam mais uma clara ocasião aos 38 minutos, novamente com Marcinho a isolar Djalma, mas este rematou para nova defesa de Júlio César para canto. E o maritimista até tinha Taka em boa posição, no lado contrário. Ainda antes do intervalo, o capitão Bruno faz um bom passe com a colaboração de Arroz que falha o corte e Baba sozinho e com a baliza à sua frente atira ao lado. Falha incrível. Assim, o nulo castigava a fraca pontaria dos homens de Carlos Carvalhal.

Balde de água fria no recomeço

No primeiro lance de perigo que cria, o Belenenses marca. Um contra-ataque com Saulo na direita e surgindo Marcelo no meio a cabecear, e a bater Marcos, com Paulo Jorge a não conseguir cortar o lance. Balde de água fria nos Barreiros. Os locais podiam e deviam estar a vencer e ficam a perder.

Entrar e marcar

Carvalhal mexeu na sua equipa e fez entrar Victor Júnior para o lugar de Luís Olim recuando Taka para defesa esquerdo. E o recém-entrado, num bom lance individual, empatou a partida aos 55 minutos, com um grande remate de fora da grande área. Fez-se justiça no marcador.

Jaime Pacheco também lançou o experiente Wender, retirando o apagado Mano. Mas sem grandes efeitos práticos. O Marítimo animou. Djalma, muito apagado, cedeu o seu lugar a Ytalo e seria este jovem brasileiro a desperdiçar mais uma boa situação, quando aos 68 minutos falhou um chapéu a Júlio César.

Os azuis reagiram após a cobrança de um canto de Silas e Ávalos esteve perto do 1-2, ao cabecear bem, só que Marcos estava atento e desviou para canto. Os madeirenses voltaram a assumir a liderança do encontro perante um conjunto lisboeta cada vez mais fechado. Foi hora de estacionar a camioneta! Mas Saulo, aos 89 minutos, atirou ao lado, com muito perigo.