Foram os pupilos de Manuel Machado os primeiros dar o primeiro aviso, por intermédio do luso-venezuelano Mário Rondón, que fugiu pela direita e acabou por criar muitas dificuldades na área verde-rubra, conseguindo Gegé por termo aos calafrios sentidos. O lance nacionalista pareceu ter acordado a equipa da casa que partiu para cima do adversário, encostando-o às cordas e logo aos 9 minutos Rúben Ferreira teve o primeiro grande ensejo para marcar. Marçal fez um mau atraso e obrigou Gottardi a defender com as mãos, com o consequente livre indirecto a ser marcado já dentro da pequena área. No entanto, o lateral-esquerdo verde-rubro não teve arte nem engenho para acertar na baliza na transformação do mesmo.

Cheirava a golo no estádio dos Barreiros e o perfume tornou-se mais intenso à passagem do minuto 14, num lance em que Gottardi borrou a pintura. Danilo Dias escapou-se pela ala direita e cruzou para o interior da área, surgindo o guardião brasileiro completamente à vontade para segurar. Contudo, tal não se verificou e o brasileiro soltou a bola para uma zona onde estava Héldon, que, tirando um adversário do caminho rematou a contar.

Reagiram bem os alvi-negros e logo começaram em busca do prejuízo, com a defensiva maritimista a revelar estar à altura dos acontecimentos e a resolver todas as situações com que se ia deparando, até que o Marítimo conseguiu novamente repor o equilíbrio na partida. Curiosamente, seria precisamente nessa altura que o Nacional haveria de chegar ao empate, num lance em que Djaninny cruzou para o interior da área, aparecendo Diego Barcellos pelo meio dos centrais a esticar o pé, fazendo a bola beijar o poste antes de se aninhar no fundo das redes da baliza à guarda de Welligton.

Até ao final da primeira parte ambas as formações ainda haveriam de dispor de uma ocasião flagrante de golo. Primeiro Héldon a conseguir fugir aos defesas contrários, rematando à figura de Gottardi, e, depois, Zainadine a fugir pela direita e a cruzar para o desvio de calcanhar de Djaniny às malhas laterais.

O segundo tempo prometia mas o futebol praticado foi bem mais pobre. Ainda assim, haveriam de ser os alvi-negros os primeiros a rondar novamente a baliza de Welligton, com Rondon a fugir a Rúben Ferreira e a cruzar para a falha de Welligton. Contudo, Candeias acabou por fazer o mais difícil e atirou para as bancadas. Respondeu então o Marítimo por intermédio de Alex Soares, que à entrada da área não fez melhor do que atirar à figura de Gottardi. Com um Nacional mais defensivo o Marítimo sentia muitos problemas para chegar à área alvi-negra, assim como os comandados de Manuel Machado também não conseguiam chegar à dos verde-rubros.

Se o jogo caía a olhos vistos, pior ficou com a expulsão de Marçal, já que o Nacional apostou claramente no contra-ataque e fechou-se no seu meio-campo, criando muitas dificuldades ao Marítimo para chegar ao último terço do terreno de jogo. Os verde-rubros ainda haveriam de gritar golo, mas a cabeçada vitoriosa de Derley aos 77 minutos acabaria por ser anulada por um pretenso fora de jogo de Héldon, jogador que recebeu ao segundo poste um cruzamento de Artur.

Os verde-rubros apostavam em lances em profundidade e foi num desses lances que Derley conseguiu fugir aos centrais, obrigando Miguel Rodrigues a efetuar um corte à margem das leis. Héldon chamado à conversão não perdoou e colocou o Marítimo na frente. No entanto, o Nacional não cruzou os braços nem se deixou abater, e, mesmo reduzido a dez começou a pressionar, vendo o seu esforço compensado à passagem do minuto 87. Claudemir bateu o livre na esquerda e Zainadine apareceu mais alto que toda a gente a recolocar a igualdade no marcador.

Os verde-rubros ainda tentaram chegar a um terceiro golo, mas acabaram por o não conseguir fazer, terminando assim uma série de três vitórias consecutivas. Já o Nacional, empatou na casa do rival, mas continua sem vencer desde Outubro, naquele que é o quinto empate em dezasseis embates no estádio dos Barreiros entre estas equipas.