«(...) Além de informaçäo referente a várias áreas do clube, facultei [ao atual presidente] informação relativa a todos os jogadores, quer os contratados durante o meu mandato, quer os da formação», afirma Godinho Lopes num comunicado enviado às redações pela sua assessoria de imprensa.

O ex-presidente especifica que na informação prestada consta o «valor da transferência e todos os custos relativos à mesma (clube, mecanismo de solidariedade, scouting, comissöes, percentagem do passe do clube)», bem

como «valor das vendas, seus valores, parcerias e respetivos montantes e percentagens».

Assim, considera Godinho Lopes, «toda a análise que possa ser feita hoje e a interpretação ou interpretações das informações prestadas, não podem, nem devem nunca invocar que houve falta de informação ou transmissão incorreta».

O comunicado de Godinho Lopes surge dias depois da divulgação do relatório e contas do Sporting relativo ao exercício da época 2012/13, no qual constam valores de transferências de vários jogadores substancialmente diferentes dos valores noticiados na altura das contrataçöes. São os casos do brasileiro Elias, cujo valor foi de 11 e não 8 milhöes de euros, ou de Labyad, anunciado como transferência de custo zero, mas que terá custado ao Sporting cerca de 3,5 milhões de euros.

O relatório e contas divulgado na noite de sexta-feira indica que a SAD do Sporting fechou o exercício de 2012/13 com um prejuízo de 43,8 milhões de euros (ME), ao mesmo tempo que o passivo da sociedade gestora do futebol leonino cresceu 38,8 ME, para 258,8 ME.

A anterior direção terá gastado em contratações cerca de 48 milhões de euros, indicam igualmente as contas do clube.

Godinho Lopes recorda que assumiu um compromisso perante o novo presidente «de que só faria intervenções públicas» quando pusessem em causa a sua «honestidade, seriedade e responsabilidade relativamente a assuntos do Sporting Clube

de Portugal».

No entanto, o ex-presidente sublinha - sem nunca referir casos nem a ninguém em concreto - que tem permitido que passem em claro «informação e contrainformação falsa e atentatória» da sua dignidade, bem como «inverdades, mentiras e manifestas faltas de objetividade e rigor».

O anterior líder do Sporting salienta que a SAD leonina «sempre prestou, com verdade e rigor, toda a informação exigida pela lei» e reitera também que nunca recebeu nem utilizou indevidamente quaisquer verbas do clube.

«Nunca usufruí, enganei ou utilizei quaisquer valores do Clube ou da Sporting SAD, nem tive quaisquer tipos de benefícios ou remunerações fruto das minhas funções de presidente», adianta Godinho Lopes no comunicado.