O diretor desportivo do Arouca, Joel Pinho, veio a público falar sobre a dívida do Santos de cerca de 2,5 milhões de euros referente à transferência do defesa-central João Basso, em 2023.
Citado pelo site brasileiro Globoesporte, Joel Pinho diz que «é inaceitável que uma equipa que tem Neymar e contratou o Benjamín Rollheiser por 12 milhões de euros no último mercado, não ter 2,5 milhões de euros para pagar o que deve».
Do valor acordado para a transferência, o clube arouquense diz apenas ter recebido 500 mil euros, o que motivou uma queixa à FIFA, que lhe deu razão.
O Santos recorreu da decisão, que o obrigava a pagar o montante em falta acrescido de meio milhão de euros, em juros.
«Depois da decisão da FIFA, o Santos tentou fazer um acordo, mas esse acordo não defendia os nossos interesses. O Arouca não é nenhum banco. A dívida já tem dois anos. Não faz sentido um pagamento parcelado», afirmou Joel Pinho.
Para o Arouca, a decisão do Santos em recorrer ao Tribunal Arbitral do Deporto (TAD) tem como único objetivo atrasar o pagamento da dívida: «O Santos sabe que tem de pagar. Eles não têm nenhum argumento válido».
Com este recurso, o Santos «ganha tempo» visto que, enquanto não houver uma decisão do TAD, o clube brasileiro não tem de pagar a divida e, ao mesmo tempo, não é sancionado pela FIFA.
Desde que João Basso chegou ao Santos, em 2023, realizou no total 31 jogos pelo clube brasileiro. Há duas épocas, esteve emprestado ao Estoril.