A SAD do Estrela da Amadora vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) e exigir o acesso integral à documentação da operação que levou André Luiz a trocar o Rio Ave pelo Olympiakos, depois de o dono destes últimos dois clubes, Evangelos Marinakis, ter assumido publicamente que rejeitou uma proposta de 20 milhões de euros pelo jogador para o contratar por apenas 6,75 milhões de euros.
Esta semana, Marinakis confessou à imprensa grega que rejeitou uma proposta dos ingleses do Wolverhampton que chegou aos 20 milhões de euros e confirmou que recebeu uma do Benfica a rondar os 15 milhões de euros. Tudo para levar «o melhor extremo da primeira metade da época em Portugal, André Luiz», para o Olympiakos por menos de metade do valor oferecido, por exemplo, pelas águias.
«A confirmação pública desses factos pelo próprio interveniente coloca-nos perante uma situação que suscita sérias e legítimas preocupações», salientam os tricolores em comunicado.
Como o Estrela da Amadora assegurou, quando vendeu o passe do brasileiro ao Rio Ave em 2025, 10 por cento de uma futura transferência, viu esse valor ficar muito abaixo do que aquele que poderia ter recebido caso a SAD vila-condense tivesse aceitado a proposta mais vantajosa que recebeu.
«O Estrela da Amadora reconhece que o fenómeno da multi-propriedade é hoje uma realidade do futebol global. Contudo, essa realidade não pode, em circunstância alguma, comprometer a transparência, a equidade económica, a proteção de terceiros contratualmente envolvidos ou a credibilidade das competições nacionais. O futebol português não pode correr o risco de ver clubes históricos transformados em meros instrumentos ao serviço de estratégias externas», pode igualmente ler-se no documento.
A SAD tricolor ameaça ainda «participar às entidades competentes todos os factos públicos que, pela sua natureza, justifiquem averiguação adicional» e promete continuar a «agir com firmeza, responsabilidade e absoluto respeito pelas instituições», sem com isso deixar de «defender integralmente os seus direitos nem de exigir a transparência que o futebol português merece».
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