Os clubes portugueses colocaram Portugal no sexto lugar entre os países que mais dinheiro receberam com transferências internacionais no mercado de inverno que, apesar de tudo, registou um decréscimo de 18 por cento em comparação com 2025, segundo o relatório agora divulgado pela FIFA.

O total das transações realizadas em janeiro de 2026 renderam aos clubes portugueses o equivalente a 76,5 milhões de euros (ME), o sexto valor mais elevado a nível global, superado apenas por França (184,6 ME), Itália (148,1 ME), Brasil (131,2 ME), Inglaterra (127 ME) e Espanha (117,6 ME).

O sexto lugar de Portugal na lista dos clubes que encaixaram mais dinheiro com transferências internacionais encontra correspondência no número de saídas de jogadores, que ascendeu a 163 e equivale também à sexta posição nessa categoria, encabeçada pela Argentina, com 228 atletas transacionados para o exterior.

Por outro lado, clubes portugueses ocupam o quinto lugar na lista dos que contrataram mais futebolistas, num total de 152, num ranking que é liderado, de forma folgada, pelo Brasil (456 jogadores), à frente da Espanha (244).

Inglaterra foi o país que mais gastou, com 307,5 ME, valor substancialmente superior ao da Itália, o segundo país que despendeu mais dinheiro, com 239,7 ME, ambas à frente do Brasil (152,5 ME), Alemanha (106,7 ME) e França (101,7 ME), enquanto a Espanha surge apenas no oitavo posto, com 83,9 ME.

Os clubes ingleses foram também os principais responsáveis pelo encaixe dos portugueses, ao efetuarem aquisições no valor de 20,6 ME, mais de um quarto do total, ainda que os italianos também tenham contribuído de forma significativa, com 16 ME.

Apesar de terem sido os mais gastadores, o investimento dos clubes ingleses registou um decréscimo considerável em relação ao período homólogo de transferências de 2025, o que ajuda a explicar a redução de 18 por cento relativamente a esse período, ainda que o valor global de 1,6 mil ME seja o segundo mais elevado de sempre.

O número total de jogadores transferidos é que subiu, e, apesar de essa subida ter sido pouco pronunciada - de 5.799 no ano passado para os atuais 5.973 -, passou a constituir o número mais elevado desde que a FIFA tem registos.

No futebol profissional feminino verificou-se o cenário inverso, com um número menor de transferências internacionais (427 em 2026, contra 454 no ano anterior) a corresponder a um acréscimo substancial do valor transacionado (disparou de 4,9 ME para 9,1 ME).