A Federação de Andebol de Portugal (FAP) abordou a polémica entre o FC Porto e o Sporting, que marcou o último clássico da modalidade. O organismo afirmou não ter «competências» para punir criminalmente algum clube.

«Enquanto detentora do estatuto de utilidade pública desportiva, detém os poderes normativo, disciplinar e de supervisão da modalidade», afirmou a FAP em comunicado.

Ainda assim, declarou o FC Porto como «responsável pelos incidentes eventualmente ocorridos» uma vez que cabe «ao clube promotor garantir todas as condições de segurança no recinto».

Na terça-feira, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito aos incidentes. Esta quarta-feira, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, reuniu com o presidente da FPA, Miguel Laranjeiro, e também com Frederico Varandas e André Villas-Boas, presidentes de Sporting e FC Porto, respetivamente.

No final da audiência, Miguel Laranjeiro ressalvou que à federação não cabe os poderes de punir criminalmente. «As eventuais responsabilidades de outra natureza, que estejam associadas às ocorrências verificadas, nomeadamente de nível criminal e ou contraordenacional, não cabem na esfera de competências da FAP», referiu.

Ainda assim, o dirigente garantiu que servirá de mediador. «Se não houver mais ninguém, cá estarei», concluiu.