O presidente da Federação Francesa de Ténis admitiu a possibilidade de o Roland Garros, entretanto adiado para setembro devido à pandemia de covid-19, ser jogado sem público nas bancadas, até porque, avisou, há outras receitas que ficariam comprometidas se o Grand Slam não se realizasse.

«Organizar a prova à porta fechada permitiria manter parte do modelo económico, os direitos televisivos e os patrocínios», referiu Bernard Giudicelli em entrevista ao Journal du Dimanche.

O Roland Garros foi reagendado para o período entre 20 de setembro e 4 de outubro, mas ainda não é líquido que venha a realizar-se, estando dependente da evolução das condições sanitárias em França.

Na quinta-feira, a Federação Francesa de Ténis anunciou a devolução do dinheiro dos bilhetes comprados para as datas originais do torneio (24 de maio a 7 de junho) e reiterou estar a fazer tudo para estabelecer as medidas necessárias que permitam que aquele que é habitualmente o segundo major da temporada se realize.

Recorde-se que o torneio de Wimbledon, que ia decorrer de 29 de junho a 12 de julho, foi cancelado.