A atleta etíope Diribe Welteji, vice-campeã mundial dos 1.500 metros em 2023, foi suspensa por dois anos devido a doping, informou o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), esta quinta-feira.

«Diribe Welteji foi considerada culpada de uma violação das regras antidoping e sancionada com um período de inelegibilidade de dois anos, a partir de 08 de julho de 2025, com crédito pelo período de suspensão provisória já cumprido», anunciou o tribunal, em comunicado.

A meia-fundista, de 23 anos, medalha de prata em Budapeste2023, tinha sido suspensa provisoriamente das competições em setembro do ano passado, pouco antes dos Mundiais realizados em Tóquio, a pedido da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) da World Athletics (WA).

Welteji fora acusada, quatro meses antes, pela agência antidopagem da Etiópia, de se recusar sem justificação a fornecer uma amostra num controlo antidoping efetuado fora do período competitivo. Porém, a mesma entidade concluiu, mais tarde, que a atleta não havia infringido as regras.

Essa decisão foi contestada junto do TAS pela AIU, que solicitou uma suspensão de quatro anos, agora confirmada parcialmente pelo tribunal sediado em Lausana, na Suíça.

O TAS admitiu ter havido uma «falha atípica e não intencional» de Welteji, em função do seu «histórico consistente de cumprimento das normas», mas acusou-a de «negligência» incompatível com uma atleta «do seu calibre e experiência», apesar da existência de «barreiras linguísticas.

Todos os resultados alcançados desde 25 de fevereiro de 2025 serão anulados, incluindo a medalha de prata nos Mundiais de pista curta do último ano, em Nanjing, na China. A etíope fica suspensa até junho de 2027.

Welteji, quarta classificada nos Jogos Olímpicos Paris2024, não compete desde julho de 2025, quando, num meeting em Eugene, nos Estados Unidos, bateu o seu recorde pessoal (3.51,44 minutos), entretanto cancelado e fixado em 3.52,75m, que foram cronometrados há quase dois anos na capital de França.