Era para fechar com chave de ouro, e lá foi. Mas foi preciso sofrer. Portugal, com duas vitórias autoritárias nos dois primeiros jogos, enfrentou a Polónia, que tinha zero pontos na competição.  

A seleção lusa entrou já a saber que passava como primeiro do grupo – e que enfrentaria a Bélgica nos «quartos». E, apesar do triunfo (3-2), a turma de Jorge Braz, que fez o 100.º jogo oficial pela seleção, teve um encontro marcado por pouca inspiração.

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Desde cedo que a seleção polaca provou não viria para ser um osso «fácil» de roer. No final de contas, não se jogava apenas pelo resultado, mas também pelo orgulho.

As duas derrotas nos primeiros jogos – em contraste com as duas vitórias lusas – não assustaram a Polónia. Tanto é que foram mais remadores do que a turma de Jorge Braz no primeiro tempo.

Foi preciso contar com o leão para desbloquear a fisicalidade polaca. A dupla verde e branca – Tomás Paçó e Pauleta – combinou para o primeiro do encontro. O ala arrancou pelo corredor central e serviu o fixo que, de primeira, atirou a contar.

Parecia que tudo se encaminhava. Pareceu, apenas. A Polónia não se rendeu e continuou a pressionar a seleção lusa. Primeiro obrigou Edu a uma boa intervenção num livre perigoso.

Porém, à segunda... foi de vez. Novo livre para a Polónia. Desta vez Leszczak atirou para o poste mais distante, restabelecendo o empate no encontro.

Antes do intervalo houve tempo para um golo de cada lado. André Coelho, fixo do Benfica, devolveu a vantagem a Portugal à «lei da bomba». Contudo, durou pouco. Desta vez foi Mikołaj Zastawnik quem colocou tudo igual no resultado.

As equipas foram, portanto, para intervalo com Portugal a deixar muito por desejar. A bola voltou a rolar no segundo tempo, mas o guião do jogo não mudou: tudo muito equilibrado, com oportunidades de parte a parte.

O jogo estava amarrado. E, neste tipo de situações, a qualidade individual é que consegue fazer a diferença. Assim foi. Pauleta falhou de uma maneira inacreditável, mas redimiu-se logo de seguida.

O ala canhoto trocou as voltas ao adversário no corredor direito e serviu Góis. O pivô, que andava a ser o mais inconformado nos minutos finais, atirou a contar desta vez, marcando o golo que daria o triunfo.

A Polónia tentou o tudo por tudo no 5x4, mas Portugal conseguiu aguentar. O apito final ditou a vitória lusa (3-2), que tem agora encontro marcado (domingo, 18h) com a Bélgica para os «quartos» do Europeu.