Se o Sporting tem dominado o andebol a nível nacional e crescido sem dúvida na competitividade europeia, há ainda uma verdadeira “kryptonite” para o leão. A equipa treinada por Ricardo Costa voltou a perder com o HBC Nantes por 11 golos de diferença (38-27), na noite desta quinta-feira, em jogo da 11.ª jornada do grupo A da Liga dos Campeões de andebol, em França.

O carrasco da equipa verde e branca nos quartos de final da Champions da última época – a da melhor prestação de um clube luso na prova com o atual formato – já tinha imposto, de longe, a maior derrota ao Sporting nesta edição da prova europeia (39-28 no Pavilhão João Rocha) e agora venceu de novo, por 11 golos de diferença. São quatro derrotas em quatro jogos ante a equipa francesa.

Início com falhas, resposta… e Nantes a fugir até ao intervalo

O jogo não teve uma fase inicial boa para os leões, que com três falhas técnicas, combinadas com a eficácia ofensiva dos franceses, ditaram o 6-2 no marcador ao fim de seis minutos.

O treinador dos leões, Ricardo Costa, pediu logo a seguir «timeout» e foi incisivo nas palavras para a equipa, que nos minutos seguintes foi acertando no ataque, não deixando mais o Nantes fugir no marcador.

Aos 18 minutos, e aproveitando a exclusão de dois minutos de Yoshida, o Sporting chegou mesmo ao empate pela primeira vez desde o 1-1, fazendo o 10-10 mesmo na altura em que a equipa francesa voltou a ficar completa.

No entanto, o Nantes respondeu de seguida e chegou ao 12-10, aproveitando depois, da melhor forma, a exclusão de dois minutos de Salvador Salvador, para ir do 14-13 ao 17-13 em superioridade numérica. Até ao intervalo, os franceses atingiram a diferença máxima de cinco golos, que seria mesmo a registada ao fim dos primeiros 30 minutos, com o 21-16.

Segunda parte confirmou noite negativa

Na segunda parte, o Sporting bem tentou, mas a noite era de falta de eficácia em vários capítulos, da defesa ao ataque. E o Nantes, com o passar do tempo, não só manteve distâncias, como até aumentou, mais do que dobrando a vantagem registada ao intervalo.

Na verdade, o Sporting nunca conseguiu diminuir a diferença de cinco golos que levou para a segunda parte… e o último quarto de hora foi até de se querer que o jogo terminasse rápido. Entre eficácia no ataque, o guarda-redes Ivan Pesic ajudou com várias defesas e o resultado foi alternando, nos últimos minutos, entre os dez e 11 golos de diferença, tendo sido esta a registada ao fim dos 60 minutos: 38-27, com um parcial de 17-11 na segunda parte.

Esta foi a sexta derrota dos leões na prova, entre cinco vitórias. Registo igual tem o Nantes, que subiu ao quinto lugar e ultrapassou o Sporting, que é sexto, embora as duas equipas tenham dez pontos. Com três jornadas por disputar, a equipa portuguesa ainda não tem matematicamente assegurado um dos seis primeiros lugares, que vale apuramento (os dois primeiros para os quartos de final, os do terceiro ao sexto para o play-off de acesso aos oitavos).

Segue-se a receção ao Aalborg (26 fevereiro), a visita ao KS Kielce (4 março) e a receção ao Dínamo Bucareste (11 março).

CLASSIFICAÇÃO:

1.º: Fuchse Berlin, 20 pontos/11 jogos

2.º: Aalborg, 19/11

3.º: Veszprém, 12/11

4.º: Kielce, 11/11

5.º: Nantes, 10/11

6.º: Sporting, 10/11

7.º: Kolstad, 4/11

8.º: Dínamo Bucareste, 2/11

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Jogo na H Arena, Nantes.

Ao intervalo: 21-16.

HBC Nantes: Ivan Pesic (gr), Ignacio Biosca (gr); Aymeric Minne (10), Nicolas Tournat (8), Ian Tarrafeta (3), Kauldi Odriozola (3), Valero Rivera Folch (3), Noam Leopold (2), Julien Bos (3), Thibaud Briet (3), Shuichi Yoshida, O’Brian Nyateu (2), Théo Avelange-Demouge, Rok Ovnicek (1), Matej Gaber, André Tchambou. Treinador, Grégory Cojean.

SPORTING: André Kristensen (gr), Mohamed Aly (gr); Martim Costa (8), Orri Thorkelsson (7), Filipe Monteiro (2), Christian Moga (2), Emil Berlin (1), Jan Gurri (1), Salvador Salvador (1), Mamadou Gassama (1), Diogo Branquinho (1), Edy Silva, Carlos Álvarez (2), Natán Suárez (1), Pedro Martínez, Víctor Romero. Treinador, Ricardo Costa.