Pela terceira edição consecutiva, a Taça Davis, em ténis, acabou nas mãos da Itália, que venceu, na final realizada em Bolonha, a Espanha por 2-0.

Mesmo sem as suas principais figuras - Jannik Sinner (Itália) e Carlos Alcaraz (Espanha) - os dois países lograram atingir a final da principal competição de ténis disputada entre nações.

Depois de Matteo Berrettini ter começado por vencer Pablo Carreño Busta por 6-3 e 6-4, no primeiro duelo da final, coube a Flavio Cobolli selar o “tri” para os transalpinos com uma reviravolta diante de Jaume Munar (1-6, 7-6 e 7-5), para gáudio dos cerca de 10 mil adeptos presentes em Bolonha.

Num encontro que chegou a estar interrompido, durante uma dezena de minutos, para assistência médica a um adepto na bancada, Cobolli precisou de sete set-points para fechar o segundo parcial no tie-break (7-5), depois de ter sido completamente dominado no primeiro jogo.

O terceiro e decisivo set ficou resolvido apenas no 11.º jogo, quando o italiano conseguiu o break antes de fechar o encontro com um jogo de serviço em branco.

Depois de ter vencido a prova em Málaga, nos últimos dois anos, Itália voltou a fazer a festa, agora em Bolonha, tornando-se no primeiro país a levantar a Taça Davis em três anos consecutivos desde que, em 1971, foi abolido o Challenge Round, que apurava o campeão em título diretamente para a final do ano seguinte.