Contas feitas, foram apenas 16 mil os espectadores que se deslocaram à Luz para assistir ao Mónaco-Werder Bremen. O Mónaco tinha o português Rui Barros, mas nem assim conseguiu levar muita gente ao estádio - os bilhetes também não eram propriamente baratos e o clube do principado é conhecido por ter poucos adeptos. Da Alemanha, a apoiar o Werder Bremen, ainda veio uma mão cheia de pessoas, insuficiente para dar ao Estádio da Luz outro aspecto que não desolador.

O futebol correspondeu à falta de público, foi mastigado, sem emoção, marcado pela frieza alemã que resolveu o jogo aos 41 e 55 minutos (com golos de Klaus Allofs e Wynton Rufer) e transformou o resto do tempo numa mera formalidade.

Esta quinta-feira, ficam a passar 12 anos certinhos desde a final da Luz. Mas o Mónaco não tem grandes motivos para festejar.

FICHA DO JOGO:

6 de Maio de 1992

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Pietro dElla (Itália)

WERDER BREMEN - Rollmann; Bockenfeld, Borowka, Bratseth, Wolter (Schaaf, 34 m); Eilts, Votava, Bode, Neubarth (Kohn, 75 m); Rufer, Klaus Allofs.

Treinador: Otto Rehhagel

Disciplina: cartão amarelo a Votava

MÓNACO - Ettori; Valéry (Djorkaeff, 62m), Mendy, Sonor; Gnako, Rui Barros, Dib, Petit, Passi; Fofana (Clement, 59 m), Weah.

Treinador: Arsène Wenger

Disciplina: cartões amarelos a Dib, Gnako e Weah.

Marcadores: 1-0, Allofs, 41m; 2-0, Rufer, 54m.