Vasco Seabra, treinador do Moreirense, acredita os seus jogadores podem ultrapassar os efeitos da goleada imposta pelo Sp. Braga (4-0) com um triunfo em Famalicão, esta quinta-feira, em jogo da 17.ª jornada da Liga.

«Quando as coisas não correm como pretendemos, a melhor coisa é voltar a jogar o mais rápido possível. É uma oportunidade para ser competitivos e mostrar que não fomos nós naqueles vinte minutos iniciais. Queremos limpá-los com uma vitória, recuperando a raça e agressividade que nos caracterizam», vincou o técnico, em conferência de imprensa.

Os cónegos sofreram na segunda-feira a primeira derrota sob a orientação de Vasco Seabra para o campeonato, no início de um ciclo de três jogos em sete dias, que exigem uma «gestão difícil» na recuperação dos atletas e na preparação estratégica do desafio.

«Temos um plantel com mais jogadores, o que nos permite que olhemos para eles com a convicção de que são capazes. Queremos recuperar os jogadores que têm vindo a ter toques e mazelas para subir a competitividade interna e sermos fortes. São 72 horas e todos no clube vão fazer o máximo para que os jogadores possam estar frescos», referiu.

Apesar de sugerir que 96 horas de recuperação seriam mais benéficas na reativação dos índices físicos do plantel, o treinador do Moreirense descartou repisar as críticas que diversos colegas de profissão têm levantado sobre a calendarização da Liga.

«Não vou estar a bater sobre coisas que estão resolvidas à partida. Quando houver reuniões em que os treinadores possam estar, estaremos lá para dar as nossas sugestões. Neste momento, são as contrariedades e certezas que temos. Há que viver nelas e fazer delas uma oportunidade para conseguirmos ser melhores», afiançou.

Volvidos três dias da goleada frente ao Sp. Braga, obtida com três golos na primeira meia hora, os vimaranenses procuram recompor-se diante do Famalicão e «prolongar momentos de muita qualidade defensiva e ofensiva para um jogo inteiro».

«Queremos acrescentar cada vez mais pontos ao nosso pecúlio para nos sentirmos confiantes e confortáveis. Cada jogo representa uma batalha que temos de enfrentar com vontade de vencer, de forma a amealhar esses pontos, que estão muito caros. Temos de dar tudo e não podemos sequer dar margem de um segundo ao adversário», alertou.

Vasco Seabra projeta, assim, um «jogo extremamente difícil» frente ao Famalicão e acredita que a substituição recente do treinador João Pedro Sousa por Jorge Silas não belisca «um plantel de valia», com «dinâmicas muito enraizadas» e reforços «com percurso no futebol luso».

«A entrada de um novo treinador traz sempre novas dinâmicas, formas de estar e, pelo menos, num momento inicial, uma predisposição diferente, porque as coisas mudam. Por curiosidade, estive a ver que é o sexto plantel com mais valor de mercado da prova, à volta dos 52 milhões de euros. Só isso revela a qualidade que iremos defrontar», notou ainda.