«Houve enorme manipulação intelectual. Foi um grande trabalho organizado para manipular a opinião pública. Um trabalho fantástico de um mundo que não é o meu: eu trabalho no futebol, mas o meu mundo não é este.

«Não me agrada a prostituição intelectual, agrada-me a honestidade intelectual e parece-me que nestes dias houve grande manipulação. Não se falou da Roma, que tem grandes jogadores, mas acabará a época com zero títulos. Não se falou do Milan, que tem menos 11 pontos que nós e acabará a época com zero títulos. Não se falou da Juventus, que conquistou tantos pontos com erros arbitrais. Nós só ganhámos um jogo com um erro arbitral, em Siena», atira Mourinho, numa conferência de imprensa que servia para antecipar o encontro com a Sampdoria, da Taça de Itália, mas foi dominada pelas acusações do técnico.

Mourinho foi mais longe: Sempre que ligo a televisão vejo Spalletti (técnico da Roma), que é amigo de todos. A mim não me agrada o prime time, não sei se eles pagam para ser entrevistados, eu sei que a mim me oferecem dinheiro para dar entrevistas e eu recuso, porque a mim não me agrada o prime time. Eu não manipulo a realidade.»