Bem, não exactamente. Faltou a este Chelsea-Inter a carga dramática de um grande filme.

O Inter seguiu em frente na Liga dos Campeões e esse é o final feliz para José Mourinho, o herói de volta a casa. Mas o feito foi conseguido sem grande sofrimento, o que não significa que o treinador tenha sido menos responsável pela coisa.

Pelo contrário, aliás.

O Inter de Stamford Bridge foi igual a muitas equipas de José Mourinho: sério, bem preparado, destinado ao sucesso. E o Chelsea foi o que muitas vezes são os adversários do treinador português: bem estudado, com as deficiências à mostra e o poder reduzido a pouca coisa.

O Chelsea pode queixar-se do árbitro, o Inter deve lamentar a ineficácia dos seus avançados. Soma-se tudo e o desfecho está correcto: o Inter segue em frente, com o mérito adicional de ter eliminado um dos três mais fortes candidatos ao título (os outros são Manchester United e Barcelona).

Como em muitos outros dias, José Mourinho foi feliz em Stamford Bridge. Um sucesso que surge no momento certo para o treinador português, logo agora que o domínio no calcio é colocado em causa pela primeira vez.