Brasil nas meias, ainda não a convencer totalmente, mas com bela resposta no plano emocional na primeira parte e isso foi decisivo para eliminar a Colômbia.

No Castelão, o escrete apareceu, finalmente. Começou muito bem, a marcar bem cedo. Mandão. 
Deu resposta poderosa aos que, nos últimos dias, consideravam que estava «frágil emocionalmente». Na primeira parte, Anulou James e amigos, fez o jogo que quis. Claramente, a melhor exibição do escrete neste Mundial, os primeiros 45 minutos. E a pior da Colômbia, é claro. 

Nem tanto na segunda metade: o escrete ligou o modo gestão demasiado cedo, pensou que o 2-0 resolvia, convidou a Colômbia a chegar ao 2-1. O prolongamento chegou a ser uma possibilidade.

Scolari tirou Dani Alves e apostou em Maicon no onze, para ganhar um pouco mais de velocidade nas alas.

Mas a meio-campo não mudou o essencial, colocando Paulinho e Fernandinho na zona de tampão, perante a ausência de Luiz Gustavo. Pekerman surpreendeu um pouco mais, colocou Guarin e Ibarbo no onze, relegou Jackson para o banco. 

Bela resposta emocional

A chave deste jogo não esteve nas alterações táticas. Esteve mesmo numa atitude fortíssima, autoritária, do Brasil. Em poucos minutos, o escrete tirou todas as dúvidas sobre a questão que dominou os últimos dias e surgiu mandão, a querer marcar. Fê-lo cedo e logo pelo capitão Thiago Silva. 

A Colômbia demorou a reagir, o escrete finalmente convencia. Muito perto o 2-0 em vários momentos. Hulk bem, Neymar bem, David Luiz com primeira parte de grande nível, a estender o jogo. O Brasil melhorou quase tudo do jogo do Chile para hoje: defendeu melhor, pressionou melhor, jogou mais junto. 

Só Fred é que continuou mesmo, mas como até foi um central a abrir o ativo… E outro aumentou, em golaço: David Luiz fez 2-0, a eliminatória parecia resolvida, já bem a meio do segundo tempo. 

James queria e merecia mais

Mas a Colômbia teve um último assomo, James marcou de penálti, o Brasil tremeu um pouco, sobretudo depois de Neymar sair de maca. O 2-1 relançava a eliminatória, a Colômbia tinha algum tempo para ressuscitar. 

Bacca entrou, Teo Gutierrez mais uma vez passou ao lado, mas o avançado do Sevilha deu novo fôlego ao ataque colombiano. 

Mas houve falhanços não muito esperados nesta Colômbia: Cuadrado, depois de quatro jogos muito bons, desta vez passou ao lado.

Mas deu para aguentar. Brasil superior, melhor exibição neste Mundial. Sofreu mas mereceu.

E, na próxima terça, Brasil-Alemanha, a meia-final de sonho. Só a segunda vez que brasileiros e alemães se encontram em Mundiais (dá para acreditar?), 12 anos depois da final de 2002, resolvida por Ronaldo, com dois golos. Brasil sem Thiago Silva (castigado) e veremos como está Neymar. 

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