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O responsável, que tutela a pasta do desporto, referiu que o «Euro-2004, economicamente, não foi um prejuízo, mas sim um benefício», deixando a ideia de que o Governo apoia a iniciativa: «O país, Portugal, não tem dimensão para organizar uns Jogos Olímpicos nem um Mundial sozinho. Mas penso que tem a ganhar se estiver numa candidatura conjunta», referiu.

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«É preciso haver um namoro bem conduzido pelas federações desses países, depois os governos acompanharão esse namoro. Vai ser difícil até ao fim e para que possa consumar-se ambos têm de ceder. Não faz sentido gastar publicamente o assunto. É altura de os namorados trabalharem recatadamente.»

Laurentino Dias recordou ainda que Portugal tem nesta altura condições para avançar com a ideia. «As nossas infra-estruturas estão prontas. A acontecer, terão de ser feitos retoques especiais, mas sem investimentos duros». Os estádios, recordou, também estão prontos. «Apenas irão precisar de alguns retoques em 2018», sublinhou.

Ora por falar em estádios, também o economista Miguel Frasquilho recordou que Portugal tem uma série de recintos de primeira categoria e que seria um erro não os aproveitar. «O menos positivo no Euro2004 foi a construção de estádios que hoje estão claramente subaproveitados. Mas já que cá estão, não os aproveitarmos seria um erro», referiu. «Certamente que o Mundial 2018 não é uma prioridade em termos económicos nos tempos difíceis que atravessamos, mas é uma ideia que deve ser ponderada».