Alan Varela falou ao jornal argentino La Nación e, para além de abordar a época do FC Porto, virou atenções para a seleção da Argentina e para aquele que é um dos grandes objetivos pessoais da temporada: garantir um lugar na convocatória final da albiceleste para o Mundial 2026.

O médio argentino, que integra a lista alargada de 55 jogadores observados por Lionel Scaloni, não escondeu a satisfação por continuar no radar da seleção, mas deixou claro que a ambição vai muito além disso.

«Ser tido em conta para uma lista destas é muito especial, ainda por cima num ano de Mundial. Mas não me conformo só com isso. Tive uma época muito boa no FC Porto, senti-me muito confortável e acredito que tenho possibilidades. Ainda falta algum tempo, por isso o mais importante é continuar a trabalhar e ver o que acontece», começou por dizer.

A presença no grupo de pré-convocados reforçou a confiança do médio portista, que tem vindo a crescer de forma consistente desde a chegada ao Dragão e tenta agora dar o salto para um espaço mais regular na seleção.

Sobre a candidatura da Argentina à defesa do título conquistado no Qatar, Varela foi direto e não deixou margem para dúvidas.

«A Argentina vai ser sempre candidata. Vencemos o último Mundial, ganhámos também a Copa América e temos uma base muito forte. E enquanto o Messi estiver connosco e continuar a ser o melhor jogador do mundo, vamos entrar sempre com ambição máxima», apontou.

Varela falou ainda da relação com Nicolás Otamendi, capitão do Benfica e um dos nomes mais experientes da seleção argentina. Apesar da rivalidade em Portugal entre Benfica e FC Porto, garantiu que o respeito nunca ficou de lado.

«Com o Nico sempre tive uma relação muito boa, dentro e fora de campo. Há respeito de parte a parte. Claro que nos clássicos cada um dá tudo pela sua equipa, mas isso fica dentro do jogo», disse o médio argentino.

Durante a entrevista, o jogador portista falou também de Leandro Paredes e do regresso do internacional argentino ao Boca Juniors, clube onde Varela se afirmou antes de rumar à Europa.

«O regresso do Lea ao Boca foi muito especial para quem é adepto do clube. Assim que chegou percebeu-se logo o impacto que teve na equipa. Para mim é um dos melhores jogadores do futebol argentino», afirmou.

Já sobre a ligação com Juan Román Riquelme, hoje presidente do Boca e uma das grandes referências de Varela desde criança, o médio revelou que a relação continua próxima.

«Vamos trocando algumas mensagens. Há pouco tempo até lhe enviei uma camisola do FC Porto. Sempre tivemos uma boa relação e para mim é especial porque ele foi um dos meus ídolos», concluiu.