A FIFA e o IFAB aprovaram um conjunto de alterações às leis do jogo que vão entrar em vigor no Mundial 2026 e, de forma geral, a partir de 1 de julho. Entre as novidades, há uma que promete dar que falar: qualquer jogador que tape a boca ao dirigir-se a outro agente desportivo em contexto de confronto será expulso com cartão vermelho direto.

A explicação foi dada por Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, numa videoconferência com jornalistas.

«É algo que vai ser sempre punido com vermelho, porque é algo que um jogador faz propositadamente, não instintivamente. Esperamos que os jogadores não façam isso», explicou o antigo árbitro italiano.

A nova regra surge poucos meses depois do caso que envolveu Prestianni, do Benfica, e Vinicius Junior, do Real Madrid, no play-off da Liga dos Campeões, em fevereiro. O argentino tapou a boca enquanto se dirigia ao internacional brasileiro e acabou suspenso pela UEFA, num processo disciplinar que acabou por marcar o debate em torno deste tipo de situações.

Mas não ficam por aqui as mudanças. A FIFA quer aumentar o tempo útil de jogo e vai apertar com as perdas de tempo: nos pontapés de baliza e lançamentos laterais, se o reinício ultrapassar cinco segundos após sinal do árbitro, a posse pode passar automaticamente para a equipa adversária, com maior flexibilidade apenas em situações específicas.

Nas substituições, também haverá mão mais pesada. O jogador substituído terá dez segundos para abandonar o relvado pela zona mais próxima. Se não o fizer, o colega que vai entrar terá de esperar um minuto fora de campo e só poderá entrar na paragem seguinte, algo que já causou a derrota da Islândia frente a um particular diante do Japão.

Já os jogadores que são assistidos apenas podem reentrar em campo na primeira paragem após cumprirem um minuto de fora, com exceção à assistência ao guarda-redes, a colisão de um guarda-redes com outro jogador, entre dois colegas de equipa, lesões na cabeça ou ainda um jogador que for cobrar um penálti após sofrer a falta.

Por último, o videoárbitro passa a poder intervir em situações de segundo amarelo mostrado incorretamente, erro de identidade disciplinar e até em cantos mal assinalados, desde que a correção seja imediata e não atrase a reposição de bola.