A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) apresentou esta terça-feira uma queixa ao Comité de Ética da FIFA para esclarecer as circunstâncias em que o líder máximo do organismo, Gianni Infantino, concedeu um Prémio da Paz ao presidente dos Estados Unidos.

A ação da federação norueguesa visa apoiar a iniciativa da ONG FairSquare que já tinha feito chegar igual queixa ao mesmo comité, em dezembro de 2025, acusando o presidente do organismo que rege o futebol mundial de falhar com o seu «dever de neutralidade».

Os critérios para a doação deste prémio recém-criado nunca foram esclarecidos pela FIFA, com presidente da NFF, Lise Klaveness, a solicitar que o caso seja tratado com transparência.

«Estamos a enviar esta carta de forma isolada. Acho que as outras [federações] sabiam que poderiam assinar em conjunto, se quisessem... Concluímos que não fazia sentido pressionar ninguém, que isso só levaria a atritos», afirmou Klaveness, em conferência de imprensa.

A 5 de dezembro de 2025, em Washington, durante o sorteio do Mundial 2026 que os Estados Unidos coorganizam com o México e o Canadá, o ítalo-suíço Gianni Infantino surpreendeu ao revelar a criação do troféu, bem como pela escolha de Donald Trump, justificando-a pelas ações do presidente norte-americano para «promover a paz e a unidade em todo o mundo».