Gianluigi Donnarumma não escondeu a marca deixada pela ausência da Itália no próximo Campeonato do Mundo. Numa entrevista à La Gazzetta dello Sport, o guarda-redes italiano abriu o jogo sobre o falhanço no apuramento e assumiu que a derrota frente à Bósnia continuará a acompanhá-lo durante muito tempo.

«Levarei isso comigo para sempre… o jogo com a Bósnia é uma ferida que não vai sarar», confessou, recordando a noite que afastou a seleção italiana de mais um Mundial.

«Vivemos uma preparação perfeita, sentia boas sensações pelo ambiente do grupo, pela presença do Gattuso e do Buffon. E depois aconteceu aquilo…», lamentou.

O capitão da seleção italiana admitiu mesmo que o impacto foi difícil de digerir.

«Foi como se o mundo me tivesse caído em cima. É algo difícil até de explicar». E deixou uma frase que espelha bem a dimensão da desilusão. «O Mundial? Vou ligar a televisão no dia 20 de julho», atirou.

Ainda assim, Donnarumma acredita que há razões para olhar em frente. O guarda-redes destacou a nova geração italiana e mostrou confiança no futuro da azzurra.

«Temos talento e vão perceber isso. Esta equipa pode devolver energia, leveza e ambição. A dor de falharmos um terceiro Mundial tem de coexistir com a esperança de voltarmos ao nosso lugar», sublinhou.

Questionado sobre a possibilidade de a federação avançar para um treinador estrangeiro, numa altura em que o nome de Pep Guardiola volta a ser associado ao cargo, Donnarumma mostrou-se aberto.

«Não seria problema nenhum. Cumprimentei o Guardiola com carinho quando saiu do Manchester, mas não falámos sobre isso. Só lhe posso estar grato por tudo», concluiu o guardião.