Roberto Martínez, Selecionador Nacional, falou aos jornalistas na tarde desta segunda-feira no Hotel JW Marriot, em Atlanta. O técnico espanhol comentou as mudanças que uma pausa para hidratação trouxe ao jogo e deixou comentários em relação à proximidade da última convocatória para o Campeonato do Mundo.
Complexidade das substituições e o «cooling break»
«Difícil? Não. Complexo? Sim. Mas acho que o futebol está a mudar. O futebol tem cinco substituições, isso não acontecia antes. Agora, nos jogos amigáveis, é normal que possamos fazer dez ou onze substituições. O que é importante é a clareza, é importante a preparação e também o cooling break, a pausa de hidratação, que é um momento que muda muito o futebol. Estamos a falar de desportos como o futsal ou o basquetebol, onde há uma pausa técnica. Podemos falar de conceitos táticos, quer na bola parada quer na bola corrida. Acho que estamos a viver um momento incrível no futebol, porque muda totalmente a forma como gerimos os jogadores. Já falei muitas vezes que o onze inicial é importante, mas não é essencial para ganhar jogos. Há um onze inicial e um onze que termina o jogo. E agora precisamos de utilizar isso nos jogos amigáveis para ajustar os jogadores e permitir que se adaptem aos novos momentos do futebol moderno.»
Situação dos jogadores
«Gonçalo Guedes recebeu uma pancada durante o jogo [n.d.r.: frente ao México], vamos avaliar e depois tomar uma decisão. Pedro Gonçalves está a recuperar bem, vai treinar hoje, mas não está a 100 por cento, por isso vamos decidir depois do treino. Os restantes jogadores estão todos aptos. O caso do Mateus Fernandes: a chamada é um mérito incrível. O que ele está a fazer no clube, nos últimos 20 meses, é o motivo pelo qual está aqui. Está a treinar bem, está a crescer e, pouco a pouco, passo a passo, vamos ver.»
Competitividade para a convocatória final
«Acho que é um orgulho para todos os jogadores, seja para entrar num Mundial ou simplesmente para vestir a camisola da Seleção. Os jogadores sabem que é difícil entrar na convocatória final, mas todos adoram estar aqui e mostrar as valências individuais que podem trazer. Também percebem que a decisão final não depende apenas do que cada jogador consegue fazer, mas também da ideia, do aspeto tático que precisamos e de tudo aquilo que é necessário dentro do balneário para executar os nossos conceitos. Há muita competitividade para entrar na lista, mas os jogadores gostam do desafio de mostrar o que podem fazer. E vimos jogadores como o Samuel Costa e o Mateus Nunes, que chegam e são bem integrados, mostrando aquilo que fazem nos seus clubes no espaço da Seleção. É isso que procuramos.»
Muitas lesões nas seleções
«Vemos com naturalidade, porque é o que acontece quando há um Mundial. Na minha experiência é sempre igual. É um momento-chave na carreira de um jogador poder disputar um Mundial, mas não se podem mudar os hábitos, nem a intensidade, nem o foco no dia a dia como atleta. É importante utilizar a experiência dos jogadores mais experientes dentro do balneário, manter a naturalidade e focar no trabalho diário. Os nossos jogadores têm boa experiência nisso.»