Nélson Semedo compreende e concorda com a opção de Roberto Martínez de levar cinco laterais para o Mundial 2026, não só porque é uma posição de maior desgaste físico, mas também tendo em conta as temperaturas elevadas que a Seleção Nacional vai encontrar no Estados Unidos. O lateral do Fenerbahçe considera ainda saudável a concorrência que vai haver pela titularidade nos corredores

Como vê a opção do selecionador levar cinco laterais para esta fase final?

«Acho que sim porque a posição em que eu jogo, é uma posição que desgaste bastante, especialmente com as condições atmosféricas que vamos ter nos Estados Unidos, Canadá e México. Especialmente também naquela altura, já lá estive em pré-época algumas vezes por ali e sei o quão complicado é. Depois vimos todos de épocas de grande desgaste. Temo o caso do Nuno [Mendes] que acabou a seleção no ano passado depois de termos ganho a Liga das Nações e arrancou diretamente para o Mundial de Clubes. Acabou o Mundial e começou a época no PSG e acho que isto tudo teve influência na decisão do míster em trazer cinco laterais.»

Há uma concorrência saudável entre os laterais?

«Acho que sim, só traz coisas boas para a seleção. Nós termos essa qualidade e competitividade dentro do grupo vai fazer-nos sermos melhores e depois transportaremos isso para o campo e isso fará com que todos, tanto na minha posição como noutras posições, demos o máximo de nós para estarmos ao nível para representar a seleção.»

Como está fisicamente para este Mundial?

«Fisicamente sinto-me bem, bastante bem. Tive algumas lesões durante o ano, mas preparei-me bem, especialmente nesta fase em que terminei um bocado mais cedo e tive tempo para me preparar fisicamente e mentalmente para estar aqui de corpo e alma para representar a seleção.»

Não esteve no estágio de março que serviu para Portugal se adaptar às condições climatéricas. É uma questão que o preocupa?

«Nesta seleção temos uma lista vasta de jogadores com muita qualidade e sempre que se perde a carruagem é difícil entrar devido à qualidade que temos aqui na seleção que, como já referi, é muito bom termos uma lista cheia de craques para representar o país. Para o míster se calhar não é tão bom porque tem dores de cabeça sobre quem é que há de jogar e representar o país. Como já referi, estive algumas vezes, nesta fase, em junho, em pré-época nos Estados Unidos e acho que estou preparado. O míster deu tempo de descanso que tinha de dar ao pessoal que acabou mais tarde, somos todos profissionais, acabamos todos por continuar a treinar para quando chegarmos estarmos a cem por cento para representar a seleção.»