Nélson Semedo considera que a adaptação de Matheus Nunes a lateral, para a posição em que também joga, foi a melhor coisa que aconteceu ao companheiro do Manchester City, recordando que também chegou ao Benfica como médio, mas acabou por fazer toda a carreira a jogar nos corredores.

Preparado para a exigência de ter de fazer o corredor para um jogo mais ofensivo?

«Sim, lembro-me que na altura em que o míster chegou jogamos com uma linha de três, também já jogámos com uma linha de quatro, por isso estamos preparados, somos todos profissionais e temos de estar aptos para jogar em qualquer sistema que o míster pretender. Nesse apeto estamos bem. Já referi que fisicamente sinto-me bem, seja para jogar dez minutos, seja um minuto, seja 90 minutos, seja para treinar, vou dar o meu melhor porque acho que isso vai fazer com que os meus colegas sejam melhores e que melhorem. Isso só ajudará Portugal, é para isso que cá estamos.»

Como está a ver a adaptação do Matheus Nunes a lateral?

«Já disse ao Matheus que acho que foi das melhores coisas que lhe aconteceu, especialmente numa equipa como o City. É engraçado porque eu também quando cheguei ao Benfica, cheguei como médio, jogava a número 8, mas encontrei craques como Bernardo Silva, Rúben pinto, malta com muita qualidade. Tive a sorte de ter um treinador que me aconselhou a ficar no plantel, o míster Hélder Cristóvão, que foi o pioneiro de eu ser lateral. Graças a deus, foi a melhor coisa que me aconteceu porque, a partir daí, comecei a construir a minha carreira de forma regular. É o que digo ao Matheus, há males que vêm por bem e ele estar no Manchester City, a jogar e a ser um jogador importante numa época do City é muito bom. Acho que foi muito bom para ele.»

Até onde Portugal pode chegar? Quais as expetativas do grupo?

«Essa pergunta é um bocado relativa, acho que temos de encarar o Mundial jogo a jogo, fazer o nosso caminho jogo a jogo, sabendo que há uma luz ao fundo do túnel que é onde queremos chegar. Temos de traçar o nosso caminho devagar, ao tempo que tiver de ser. Para já temos de pensar só no primeiro jogo e, a partir daí, ir vendo o que se pode fazer. Temos uma grande equipa, somos Portugal, mas sabemos que isso só não chega, temos de dar o máximo dentro de campo. Só assim poderemos chegar onde nós queremos.»

Esta é a melhor geração de sempre de Portugal. Sentes isso, o grupo sente isso?

«Temos uma geração muito boa, uma geração espetacular. Temos aqui um misto de jogadores jovens já com muita experiência, outros jogadores mais velhos com muita qualidade. Acho que temos um grande grupo e temos que ter responsabilidade e saber que somos Portugal e que temos condições para chegar onde quisermos se estivermos ao nível que temos de estar. Tivemos já outras gerações ótimas, a do Rui Costa e do João Pinto que está ali sentado, foram gerações espetaculares, mas sim, acho que temos uma equipa muito boa. É trabalhar, mantendo os pés assentes no chão, mas ir ao Mundial para tentar conquistar tudo.»