Rúben Neves cumpriu uma das melhores temporadas da carreira no Al Hilal. Somou muitos minutos, jogou como médio, jogou também muitas vezes como central e marcou 12 golos. Mais-valias que o médio pretende transportar para a seleção de Roberto Martínez no Mundial que vai agora começar.

O Rúben teve uma época com muitos minutos e muitos minutos como defesa central. Essa polivalência pode ajudar a seleção?

«É uma mais-valia para qualquer jogador poder jogar em duas ou mais posições. Este ano é verdade que fiz muitos minutos como defesa central, devido a algumas lesões que tivemos no clube. Já não era a primeira vez que também faria essa posição na seleção, portanto, sinto-me confortável. Como é óbvio, sou um médio, mas estou preparado para jogar em qualquer posição para ajuda a seleção naquilo que for necessário.»

Na saída de bola, qual a principal diferença em começar como central ou a partir de médio?

«A principal diferença é que como central vejo o jogo de frente, é muito melhor, tenho uma visão mais abrangente de todo o campo. Como médio jogo algumas vezes de costas e tenho de ter a capacidade de ver o que se passa antes de receber a bola. Essa é a mais-valia dos grandes médios, conseguir pensar antes da bola chegar. Sinto-me confortável nas duas situações. Já tive treinadores que me pediam para sair a três mesmo jogando a médio. Depende do movimento coletivo da equipa. Quando baixo para jogar a três, normalmente os laterais projetam na frente e a equipa fica com uma dinâmica diferente. Quando jogo à frente dos centrais talvez seja para criar mais espaço para um dos centrais ficar com mais espaço quando as equipas pressionam o médio dfensivo. Sinto-me confortável com as duas situações e farei o meu melhor em qualquer das situações que me seja pedida».

O Al Hillal ganhou a Taça do Rei e lutou até ao fim pelo título. Foi uma época de sucesso? Chega em boas condições anímicas?

«Claro que sim, considero sempre que as épocas são positivas. No final temos de ficar com as coisas positivas que fizemos e melhorar as negativas. Todas as épocas são épocas de aprendizagem e servem para ganhar experiência. A nível coletivo conseguimos um título e lutamos até ao fim pelo campeonato. A nível individual, sinto-me bem, fiz muitos minutos, fisicamente estou numa das melhores fases da minha carreira. Chego muito confiante para o que poderá ser este Mundial».

Marcou doze golos pelo Al Hilal, mais um pela seleção. Vai tentar levar para o Mundial essa veia goleadora?

«É sempre bom quando conseguimos ajudar a equipa com golos ou assistências. Esta época correu-me bem nesse aspeto, é algo que se poder trazer para a seleção será benéfico para mim e para todos. Espero poder dar continuidade a essa veia goleadora no Mundial também.»

Tem, algum objetivo pessoal para o Mundial, além do título?

«Não, acho que o título é o nosso grande objetivo, o objetivo de todos os jogadores. Individualmente, nestas competições, é difícil escolher um objetivo porque estamos todos muito focados naquilo que podemos ganhar como grupo, enquanto país. Melhor marcador não vou ser de certeza, portanto o objetivo é ganhar a competição e é nisso que estamos focados».

Não vai ser o melhor marcador, mas marcou um dos golos mais importantes da seleção vai agora fazer um ano na Liga das Nações. Gostava de replicar esse momento no Mundial

«Claro que sim, depois desse jogo disse que foi um dos golos mais importantes da minha carreira, se não o mais importante. Se voltar a acontecer neste Mundial que seja da mesma forma, que permita a seleção passar à próxima fase ou até vencer a competição. Seria um sonho, como é óbvio, mas preferia ganhar nos 90 minutos e não ter de chegar às grandes penalidades.»