Perante a pior prestação da Inglaterra em mundiais desde 1958, Steven Gerrard defende que os 23 eleitos de Roy Hodson tinham a motivação necessária para vencer. No entanto, as derrotas frente à Itália e ao Uruguai acabaram por ditar a saída do Mundial 2014, responsabilidade que assume.

«Não tenho conseguido dormir muito e continuo a perguntar-me o porquê de ter corrido mal tão cedo. Como jogador é uma posição muito difícil. Sou o capitão de equipa e tenho de assumir a responsabilidade», disse em entrevista à BBC Sport.

O médio considerou importante haver jogadores estrangeiros na Premier League, mas afirmou que a aposta nos jovens é cada vez mais importante.

«A razão pela qual nós temos a melhor liga do mundo é o facto de nela jogarem fantásticos jogadores estrangeiros, que me ajudaram a ser o jogador que sou hoje. Dizer que eles têm de sair é exagerado. Por outro lado, temos de ter cuidado, porque o treinador e os jogadores ingleses precisam de ajuda, e o grupo à disposição do treinador não pode diminuir, tem de aumentar. Temos de encontrar um meio termo. »

Questionado sobre a influência que o dinheiro tem nas jovens promessas, o experiente médio de 34 anos, considerou fundamental haver mais jogadores focados em dar o seu melhor em campo.

«Para aqueles que querem dinheiro, fama e tudo aquilo que vem associado ao futebol, claro que terá um efeito», acrescentando ainda: «Se tiverem a mentalidade certa e um carácter adequado, fazem as coisas bem e trabalham duro para darem o melhor de si, precisamos de mais jogadores assim.»

Em relação ao próximo Europeu, o jogador admitiu que não vai ser fácil e que há muito trabalho a ser feito. «Espero que em dois anos estejamos melhores e prontos para dar o nosso máximo. Temos de esperar para ver, ainda há muito trabalho a fazer para que possamos ter sucesso em 2016», afirmou.

Depois de ter deixado escapar a Liga inglesa para o Manchester City, o jogador do Liverpool, assumiu que estes últimos dois meses foram os piores da sua carreira. «Senti que estava a recuperar e a preparar-me para o Mundial e, depois de dois jogos voltei outra vez ao fundo, é difícil.»

O seu futuro na seleção ainda está por decidir. Contudo, a prioridade do capitão é ,agora, ajudar o Liverpool na Champions League.