* enviado-especial ao Brasil

As notícias acerca de conflitos internos na seleção ganesa, com os jogadores a ameaçarem não comparecer ao jogo de Brasília foram desvalorizadas pelo central do Vaência: «Estamos em 2014 e penso que esta situação não vai acontecer. Eles têm grandes jogadores, e fizeram dois grandes jogos, mesmo tendo perdido com os Estados Unidos. Se me perguntar o que queremos, obviamente é que eles não apareçam, mas sabemos de antemão que isso não vai acontecer e vamos jogar contra eles», assumiu. Ao mesmo tempo, Ricardo Costa admitiu que as informações sobre o decorrer do jogo entre Alemanha e Estados Unidos podem vir a ser influentes, mas apenas nos minutos finais, e se Portugal tiver, até lá, feito a sua parte do trabalho: «Vamos estar unicamente concentrados no nosso jogo, mas claro que há pessoas no banco que vão estão a par. Vamos jogar por nós, antes de mais é nossa a honra de profissionais a estar em causa. Depois, caso o nosso resultado nos deixe a um ou dois golos do apuramento, essa informação pode vir a ter influência, mas só nos 15 minutos finais», ressalvou.

A possibilidade de um jogo de conveniência entre Alemanha e Estados Unidos foi descartada pelo internacional português, que incidiu a sua opinião nos dois treinadores, Klinsmann e Löw:

«Quem é treinador de grandes seleções, como Alemanha e EUA, é uma pessoa que tem de respeitar o futebol e o fair-play. Quem lá chega tem de ter isso, paixão, ambição e vontade de ganhar. Nem nos amistosos entre nós queremos perder, por isso acreditamos que vai haver profissionalismo», concluiu.

Ao ser questionado se os jogadores acreditavam na conjugação de resultados, o defesa foi pragmático: «A experiência dita-me que temos de acreditar. Temos de jogar como se fosse o último jogo das nossas vidas, tentar ganhar, e depois esperar que a Alemanha faça o seu.»