Com muito vento e chuva era difícil praticar bom futebol. O Nacional começou a jogar a favor do vento e disso tirou algum proveito, no seu habitual 4x4x2. O Belenenses surgiu na Choupana com uma aposta claramente defensiva, optando por três centrais.

Os locais, como lhes competia, assumiram desde o começo o comando do jogo. Logo aos 7 minutos, Beto cortou um lance em que Oldoni poderia ficar com a baliza à sua mercê para inaugurar o marcador.

Debaixo da intempérie, os pupilos de Manuel Machado continuaram a tentar ultrapassar uma barreira azul que espreitava o contra-ataque. E aos 28 minutos, num lance de insistência de João Aurélio, que levou a melhor em dois ressaltos com Marcos António, o avançado alvinegro fez o 1-0, batendo rasteiro à saída de Bruno Vale, após se ter isolado. Desta forma, os madeirenses davam expressão ao melhor futebol.

Três minutos depois, Patacas cruzou na direita e Thiago Gentil atirou forte, mas ao lado. Os visitantes só reagiram por Lima que, aos 32 minutos, rematou para defesa fácil de Bracalli. De livre directo Patacas rematou com força mas por alto, aos 33 minutos.

António Conceição resolveu desmontar o seu 3x5x2 e lançou Fajardo retirando Mustafa. E dessa forma deu maior ofensividade à sua equipa. O Belenenses surgiu mais afoito e, aos 38 minutos, Lima, num bom trabalho individual, rematou já na pequena área, mas Bracalli saiu bem e defendeu com o corpo. O aviso estava dado. E após um passe de Fajardo, Lima simulou bem deixando Zé Pedro em boa posição, mas o médio atirou ao lado, aos 41 minutos. A vantagem dos nacionalistas aceitava-se apesar da boa reacção do conjunto visitante.

Belenenses mais atrevido

Os dois técnicos mexeram nas equipas aos intervalo, ambos dando mais ofensividade. E o Belenenses esteve perto do golo aos 53 minutos, por duas vezes. Primeiro foi André Almeida, que num bom trabalho individual rematou forte para boa defesa de Bracalli e a defesa aliviou para canto. Na sequência, Beto surgiu sozinho ao segundo poste e rematou para nova defesa de Bracalli.

A resposta do Nacional surgiu de imediato e, aos 56 minutos, após uma grande assistência de Thiago Gentil, Amuneke isolou-se mas rematou ao lado perdendo o 2-0.

À passagem da meia hora da segunda parte, Bracalli voltou a estar atento a um remate rasteiro de Barge.

E quando parecia que a segunda parte poderia ser bem jogada, as duas equipas apagaram-se. Só aos 88 minutos, Zé Pedro, de livre directo, esteve perto de empatar, mas acertou na barra com Bracalli batido. O vento e a chuva voltaram em força e o futebol ficou por aqui.