Manuel Machado apostou em João Aurélio face à ausência de Patacas e montou um 3x5x2 pouco eficaz, pois a sua equipa raramente conseguiu fazer a transição defesa- ataque com perigo. Só assim se explica que durante os primeiros 45 minutos, os madeirenses não tenham feito um remate à baliza de Eduardo. Muito mau para quem já demonstrou bom poder de fogo.

Por sue turno, Jorge Jesus manteve o seu 41x3x2 e garantiu durante toda a primeira metade um clara superioridade justificando a vantagem conseguida através de uma grande penalidade. Foi sempre o Braga que esteve mais perto da baliza, com oito remates e um golo. Logo ao minuto 15, após um bom cruzamento de Alan, Paulo César chegou tarde. Oito minutos depois, Renteria tentou a sua sorte de fora da área, mas Bracalli atento desviou bem.

Dando expressão a este domínio, Alan levou a melhor sobre Alonso e este derrubou-o dentro da grande área alvinegra, o juiz da partida assinalou de pronto grande penalidade, aos 34 minutos, que Luís Aguiar se encarregou de marcar. Até ao intervalo, os locais não conseguiram reagir e Manuel Machado saiu para o balneário com muito para alterar.

Machado mexe e empata

Ao intervalo, o técnico nacionalista mexeu na sua equipa e regressou ao habitual 4x4x2, com a entrada de Mateus e a saída de Halliche. Esta mudança deu nova dinâmica aos locais que começaram então a subir no relvado e demonstrar o seu habitual futebol com boas transições. E o recém entrado Mateus perdeu uma boa ocasião, aos 56, atirando de primeira, mas ao lado da baliza de Eduardo. Era o primeiro sinal de perigo dos madeirenses.

Mas uma falha de Felipe Lopes, aos 59 minutos, quase deitava tudo a perder. Mossoró recuperou a bola e assistiu Renteria mas este atirou ao lado quando estava em boa posição frente a Bracalli. E já diz o ditado: quem não marca, sofre. Assim aconteceu. Nené, de livre directo, aos 62 minutos, chegou à igualdade num remate bem colocado.

Expulsão infantil e Bracalli brilhou

O Nacional estava a crescer mas uma infantilidade de Alonso travou essa ambição. O defesa viu o segundo amarelo e foi expulso aos 71 minutos. A partir daqui, os minhotos foram melhores e os pupilos de Machado cumpriram a sua missão: defender com unhas e dentes. Nesta fase foi decisiva a classe de Bracalli que, ao minuto 75, parou dois remates perigosos: primeiro de Alan e depois de Vandinho.

Dois minutos depois, Alan poderia mesmo ter feito o 1-2, mas Renteria tocou na bola que se encaminhava para a baliza e estava em posição irregular. O mesmo Renteria viu Bracalli negar-lhe o golo com mais uma boa intervenção. E ponto final, numa igualdade que acaba por se aceitar.