Estava o Nacional a despedir-se da Europa quando, no último segundo, uma saída em falso do guarda-redes da Académica, Barroca, habitual terceira opção para a baliza, possibilitou a João Aurélio manter os madeirenses na corrida, face ao empate do V. Guimarães. 3-3, um castigo pesado para os estudantes, que já festejavam a primeira vitória em casa de toda a segunda volta. Ficou tudo em suspenso para a última jornada!

Para trás, ficaram mais de 90 minutos de incerteza no marcador, com os insulares a saírem na frente, logo a seguir ao apito inicial, mas permitindo, pouco depois o empate da Briosa. Edgar Silva voltou a colocar os insulares na frente, antes do intervalo, e, na segunda parte, depois da reviravolta estudantil, veio então a tal «barraca» do guardião da casa, que salvou os forasteiros.

Ainda algumas pessoas procuravam lugar na bancada e já o Nacional se adiantava no marcador. A equipa da casa, mal colocada, ficou a ver a jogada, a primeira do desafio, e, 45 segundos volvidos, Diego Barcellos festejava o primeiro da partida, após assistência de João Aurélio. Era tudo aquilo que os insulares queriam mas a reacção da Briosa fez jus ao epíteto e, depois de alguma insistência, Hélder Cabral restabeleceu o empate num livre bem cobrado, que ainda levou a bola ao poste antes de entrar na baliza de Bracalli.

Voltava tudo ao início, num ritmo baixo e aparente desinteresse de parte a parte em desfazer a igualdade. Os estudantes ainda ameaçaram, logo após o golo, por intermédio de Tiero, mas o marasmo acabou por favorecer os comandados de Manuel Machado que, graças aos seu melhor marcado, Edgar Silva, voltaram à vantagem ao cair do pano sobre a primeira parte.

E de repente tudo virou

A Académica voltou com mais determinação dos balneários e o Nacional foi aguentando até que Miguel Fidalgo, madeirense emprestado pelo Nacional à Académica, voltou a trair a ex-equipa (já tinha marcado na primeira volta), depois de um mau passe de Cléber. O Nacional nem teve tempo para respirar. No lance seguinte, um cruzamento perfeito de Sougou encontrou a cabeça de Éder ao segundo poste e o jovem luso-guiniense não perdoou.

Estava assim o jogo a caminhar para o fim - já se tinham, inclusive, esgotado os minutos de desconto -, quando o tal lapso de Barroca permitiu novo empate ao Nacional. A Europa, tal como o título, vai jogar-se até ao fim.