Luís Freire, treinador do Nacional, em declarações na conferência de imprensa após a derrota no Jamor, com o Belenenses, num jogo marcado pelas condições do relvado, após a passagem da tempestade Karim.

«Quando os jogos são disputados em campos impraticáveis para um futebol estruturado, ao sermos obrigados a jogar assim, temos de nos adaptar. As duas equipas não podiam fazer melhor porque o campo estava pesado, enlameado e cheio de água.

Foi um jogo de luta, de entrega e grande bravura dos meus jogadores. Entrámos bem, apostámos numa frente de ataque mais larga e conseguimos fazer uma boa primeira parte. Ao intervalo o 1-1 era mais do que justo.

Depois, num lance em que um jogador do Belenenses sai de posição irregular para ir disputar uma bola com um jogador nosso, é derrubado e o árbitro marca penálti e não fora de jogo.

Foi mais um golo de penálti contra nós. Até agora, são oito para os nossos adversários, zero para a nossa equipa.

O jogo só podia resolver-se assim: numa bola parada, num ressalto ou numa bola presa na água. Foi o jogo possível. Era impossível jogar de outra forma.»

[sobre as condições do relvado]

«Eu andei na distrital em condições assim. Mas numa liga profissional, somos obrigados a jogar num campo destes? Se é isto que as pessoas gostam, deixem estar. Nós jogamos onde tiver de ser.»

[o Nacional tentou adiar o jogo?]

«As equipas não têm de decidir nada. Simplesmente, adaptam-se. Nós nunca nos recusámos a entrar no campo que fosse. Se decidem que temos de jogar, nós jogamos. Da nossa parte ninguém disse que não íamos jogar.»