O Nacional assegurou este sábado a continuidade na Liga ao bater o Vitória de Guimarães por 2-0, na 34.ª e derradeira jornada. A equipa madeirense entrou com cenários favoráveis no confronto direto face aos adversários na luta pela manutenção, mas os pupilos de Tiago Margarido tinham de fazer o seu trabalho. Ainda assim, foi o Vitória a mostrar muito mais interesse na conquista dos três pontos.

Algo intranquilo, o Nacional raramente conseguiu sair do meio-campo no primeiro tempo. Os vimaranenses assumiram as rédeas, pressionando alto e com intensidade para vencer muitos duelos e provocar erros entre os madeirenses.     

O Nacional falhou muitos passes e revelou pouca agressividade nas segundas bolas, pelo que passou grande parte dos 45 minutos a ver a turma de Gil Lameiras a procurar as redes à guarda de Kaique.

Os vimarenses deram alguns sustos, mas foi apenas de bola parada que estiveram perto de marcar. Aos 13 minutos, a cabeça de Gustavo Silva obrigou Kaique a aplicar-se, tendo o avançado dos minhotos, logo a seguir, cabeceado ao poste.

A segunda parte trouxe um Nacional mais concentrado e atrevido. Os madeirenses começaram a assustar Charles, mas Gustavo Silva atirou à barra de Kaique aos 67m.

O jogo estava dividido quando Chucho Ramírez abriu o marcador, após uma bela assistência de Witi pela direita. Os cerca de 2800 adeptos explodiram de alegria, mas pouco depois tremeram quando Samu foi chamado a converter uma grande penalidade, aos 78m. Mas o médio rematou para o meio e permitiu a defesa de Kaique, desencadeando nova festa nas bancadas.

A equipa vitoriana acusou o desperdício, mas não desistiu de continuar a procurar o empate. Aos 84m, o recém-entrado Pablo Ruan foi carregado na área por Zeega, após um passe na diagonal de Chucho. O venezuelano foi chamado à marca de 11 metros e, com classe, elevou a vantagem para 2-0, assinando o 18.º golo no campeonato.

Assim, o Nacional termina no 14.º lugar, com 34 pontos, enquanto o Vitória fecha no nono posto, com 42 pontos. Manutenção assegurada e festa na Choupana.

A FIGURA: Chucho Ramírez

Se Kaique defendeu nos momentos certos, Chucho foi letal na hora de responder com golos. O venezuelano abriu o marcador e depois ajudou a “cavar” o penálti que deu a tranquilidade.

O MOMENTO: 2-0, 85 minutos

Pablo Ruan foge ganha o penálti. Chucho foi chamado a bisar e não perdoou.

Positivo

Depois de subidas e descidas, o Nacional assegurou a terceira permanência consecutiva entre os grandes do futebol português.