«Sabia que podia ir mais longe do que o meu recorde nacional (6,76 metros)¿até sonhei que tinha chegado aos sete metros, mas fica para a próxima», contou a atleta do Sporting à agência Lusa.

Naide Gomes liderou a prova desde o primeiro salto, voando até aos 6,73 metros, mas depois irritou-se porque os saltos não lhe estavam a sair bem. «Estava a cair com um pé à frente do outro, não estava a saltar bem», contou. No entanto, apesar de nos três saltos seguintes não ter conseguido melhorar a marca inicial, a melhor adversária, a espanhola Concepcion Montaner, também não conseguiu melhor do que aproximar-se com um salto de 6,69 metros.

«Picou-me um bocadinho. Ainda pensei que poderia acontecer o mesmo que há um ano, no Mundial de Moscovo. São estes momentos que me dão motivação», destacou Naide que, logo a seguir, elevou a sua marca para 6,89 e garantiu desde logo a medalha de ouro. «Dedico o título especialmente ao meu treinador e ao departamento médico da Federação, em particular ao fisioterapeuta Ricardo Paulimo, que teve sempre grande profissionalismo e paciência. Sem a sua actuação, o meu joelho não estaria em condições de chegar à medalha», referiu.

Depois de mais uma medalha de ouro, o próximo objectivo de Naide é chegar aos sete metros, a tal marca que lhe apareceu em sonhos. «Já faltou muito mais para os sete metros. Talvez no Mundial de Osaca, era bom, ou nos Jogos Olímpicos (Pequim). Mas não estou obcecada com isso¿», comentou.