A Naval começou o encontro praticamente a ganhar, graças ao golo madrugador de Saulo (4 m). A entrada de pé direito teve efeitos prolongados, já que os donos da casa continuaram a mandar na partida e a justificar um segundo golo. Não o fez porque Saulo revelou-se muito perdulário e outros colegas não conseguiram melhor.

Do outro lado, no entanto, o Boavista pouco perigo criava e tudo fazia crer que os navalistas chegariam ao intervalo em vantagem. Puro engano. Numa daquelas surpresas em que o futebol é pródigo, mas também num momento de rara beleza, Kazmierczak arrancou um pontapé fenomenal a uns 30 metros da baliza de Taborda e fez um grande golo. Sem o justificar, os axadrezados chegavam ao empate e deixam tudo em aberto para a segunda parte.

No reatamento, a equipa do Bessa apresentou-se mais segura e determinada, ao passo que a Naval já não era a mesma e passava agora a ver o adversário jogar. Percebendo isso, Mariano Barreto socorreu-se do trunfo habitual: Carlitos. A equipa começou novamente a procurar o golo com desenvoltura, começando com um cabeceamento de Gilmar para defesa atenta de William. Pouco depois, foi novamente o guarda-redes camaronês quem salvou o Boavista, graças a um golpe de rins fantástico, que evitou o golo de Nei.

O guardião axadrezado continuou em bom plano, negou mais um golo a Gilmar, e foi mais um a ajudar na tarefa de aguentar o «forcing» final da equipa da casa.