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«Até fiquei com sangue no lábio e fui mostrá-lo para lhe provar que estava errado, mas ele respondeu que não, que estava certo. É frustrante perder desta forma», desabafa o avançado navalista, admitindo que «errar é humano», mas contrapondo com outra jogada polémica: «Houve mais um lance sobre mim, este na primeira parte [derrube de Maxi Pereira, aos 15 minutos], que me deixou com grandes dúvidas, mesmo depois de rever as imagens, e ele nem falta marcou.»

Por tudo isto, Davide expressa a voz do balneário quando fala do «sentimento de injustiça» que os jogadores sentiram, sobretudo por terem consciência de que fizeram um «bom jogo», pelo que «o empate seria o resultado mais justo». «Sentimos que não fomos inferiores em nada ao Benfica, jogámos de forma bonita e sem complexos. É muito injusto perder assim, com dois lances de bola parada e um golo que não deveria ter contado. Chegar ao intervalo com 70 por cento de posse de bola para nós, diz bem do jogo que fizemos», atira o jogador da Naval.

O desabafo não deve, contudo, ser visto como uma crítica à forma como os encarnados jogaram: «Têm conseguido ganhar e é isso que interessa. Estão na luta. Nesta altura, é muito difícil conseguir jogar bem. Todos precisam de pontos, seja para evitar a descida, seja por outros objectivos.»

No horizonte da Naval está já outro jogo com um grande, no próximo domingo, no Dragão. A tal frustração terá de ficar de lado perante mais um desafio de grandes proporções, encarado, ainda assim, com optimismo: «É um jogo diferente, mas já provámos que podemos roubar pontos ao F.C. Porto. Aliás, ganhámos na primeira volta e, depois do que fizemos com o Benfica, podemos estar confiantes.»