Peiser

Temerário. Saiu a punhos perante um centro apertado de Braga e quase comprometeu a continuidade em campo. Aguentou as dores e manteve a concentração. Assumiu papel preponderante quando a equipa passou a defender o resultado e foi preciso despachar vários remates leixonenses. O estilo nem sempre foi o mais sóbrio mas a eficácia era o mais importante.

Godemèche

Dinâmico. Cresce de jogo para jogo a importância deste francês na estratégia de Ulisses Morais. Parece lento e muito restrito nas suas acções mas a verdade é que é exímio a segurar a bola, distribuindo-a de seguida com precisão e critério. Não é de subir muito no terreno mas foi na sequência de um derrube que sofreu, à entrada da área, quando ameaça ficar sozinho perante Beto, que esteve a génese do golo de Paulão. Falta, livre, canto e bola nas redes de do Leixões. Só foi pena que, isolado, na parte final da partida, não tenha conseguido sentenciar o resultado.

Zé Manel e Diogo Valente

Cada um pelo seu flanco, foram os mensageiros da revolta leixonense. A construir ou a finalizar, deram amplitude ao ataque forasteiro e só não conseguiram melhor porque Peiser esteve em noite de acerto (Diogo Valente) ou porque a barra estava no caminho (Zé Manel).

Braga

Cedo apontado como uma das revelações da Liga parece ter perdido fulgor. Pode queixar-se de ter sido obrigado a jogar numa posição que não é a sua, devido à escassez de pontas-de-lança do plantel de José Mota, mas a verdade é que já não é capaz de protagonizar aqueles momentos de magia que encantaram na primeira metade do campeonato.