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A Naval parte para a 25ª jornada com a tranquilidade de quem joga por último e, pode, desta forma, fazer contas mais calmamente. A luta pela manutenção, como é habitual todos os anos por esta altura, está ao rubro e, nesse particular, valha a verdade, os navalistas têm vindo a perder algum fulgor nas últimas semanas.

Ao mesmo tempo, assistem à subida de adversários directos, casos do Paços de Ferreira, já quase a salvo, e do V. Setúbal, que emergiu à tona de água e por lá tem sabido manter-se. Os 24 pontos amealhados até agora permitem uma certa folga mas está a chegar a hora de arrepiar caminho, sob pena de transformar as últimas jornadas num sufoco até há pouco tempo impensável para os comandados de Ulisses Morais.

A culpa será, em boa parte, dos jogos em casa. Os figueirenses já não vencem na Figueira há mais de três meses: a última vitória no José Bento Pessoa aconteceu a 11 de Janeiro, diante da rival Académica. Em suma, a Naval passou do 8 ao 80, mostrando fragilidades onde outrora era forte mas compensando com uma melhoria fora de portas, inicialmente o seu calcanhar de Aquiles.

O perigo de deixar para o fim aquilo que se pode fazer já hoje é bem real entre as hostes navalistas, até porque o calendário convida a isso, com duelos a domicílio diante de Rio Ave, E. Amadora e V. Setúbal, já depois do compromisso desta segunda-feira.

Leixões com unhas para tocar na UEFA?

É neste contexto que surge na Figueira o Leixões, uma equipa há muito tranquila na tabela e sem maiores objectivos, para além do prazer de poder imiscuir-se por caminhos que não lhe pertencem, ou seja, a luta pela Taça UEFA.

Resta saber se a quebra revelada nas últimas jornadas poderá ser indício de que a equipa atingiu o ponto de saturação e já não tem munições para aguentar a ponta final de madeirenses e minhotos ou se foram apenas os resultados normais frente a candidatos ao título, com uma escorregadela frente ao Paços.

A tradição joga contra os homem do Mar, que nunca ganharam à Naval e, na Figueira, não conseguiram melhor do que um empate, em 2004, a contar para a Liga de Honra.

Os homens da casa apresentam-se perto da máxima força para este encontro, já que os lesionados Dudu, Bolívia ou Gilmar não podem ser considerados titulares absolutos. Já o Leixões debate-se com vários problemas, nomeadamente no ataque, onde não pode contar com os pontas-de-lança Rodrigo Silva e Roberto. Em compensação, Laranjeiro e Bruno China estão de novo disponíveis.

Equipas prováveis:

Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz.

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).

NAVAL: Peiser; Carlitos, Paulão, Diego Ângelo e Daniel Cruz; Lazaroni, Godemèche e Baradji; Davide, Marcelinho e Marinho.

Outros convocados: Jorge Batista, Tiago Rannow, João Real, Camora, Hauw, Michel Simplício e Tiago Freitas.

LEIXÕES: Beto; Laranjeiro, Élvis, Nuno Silva e Angulo; Bruno China, Roberto Sousa e Hugo Morais; Zé Manuel, Braga e Diogo Valente.

Outros convocados: Berger, Vasco Fernandes, Sandro, Ruben, Chumbinho Jean Sony e Castanheira.