Com este empate, a Naval soma três meses sem ganhar em casa mas ao menos pontuou, depois de três derrotas consecutivas. Já o Paços de Ferreira consegue quatro pontos nas últimas duas jornadas e, no final, estão ambos um pouco mais próximos da manutenção.

A inspiração esteve longe do relvado este domingo na Figueira da Foz. Entre um Paços de risco zero, que apostou num meio-campo extra-povoado, deixando apenas Cristiano na frente, e uma Naval incapaz de encontrar argumentos para desmontar a estratégia adversária e excessivamente desconcentrada, quem mais sofreu foi quem teve a coragem de vir ao estádio.

As escolhas dos técnicos não deixavam antever nada de prometedor - demasiados jogadores defensivos no sector intermediário de cada equipa - e os primeiros 45 minutos encarregaram-se de demonstrar isso mesmo. Pouca imaginação de parte a parte, ritmo lento e jogadas quase sempre previsíveis e mal concluídas.

Não espantou, por isso, a escassez de oportunidades quando chegou a altura de fazer a respectiva contabilidade ao intervalo. A Naval talvez tenha estado um pouco acima neste particular, com duas tentativas de Marinho e um remate de Baradji desviado para canto por Cássio. Já os castores tiveram dois disparos ao lado e uma boa jogada de contra-ataque que Ferreira, isolado, não soube transformar em golo.

Ulisses Morais mexeu na equipa ao intervalo mas pouco alterou com a entrada de Gilmar, que obrigou Baradji a recuar para defesa-esquerdo. Na prática ficou tudo na mesma ou pior, já que o médio francês estava a ser dos melhores. O Paços é que subiu no terreno e ameaçou a baliza de Peiser primeiro em contra-ataque e depois através de um livre de Ferreira.

Ainda assim, no geral, a cariz da partida não se alterou e a Naval continuou a ser a equipa que mais fez para ganhar. Bruno Paixão anulou-lhe dois golos, a Marinho e a Diego, devido a pretensos foras-de-jogo, para alívio dos pacenses que foram aguentando o ímpeto (e tentando quebrá-lo) adversário para segurar um resultado que lhes interessava.