Yazalde, corpo de ilusões

Aparências que iludem. Naquele corpo nada é o que parece. Imaginem um camião TIR em ultrapassagens bruscas, acelerações vertiginosas e travagens angustiantes. Tudo na máxima segurança. Yazalde é isto. Bola na esquerda, aceleração e sempre um cruzamento a reclamar uma definição na zona de golo. Como evoluiu em Vila do Conde este avançado pertencente aos quadros do Sp. Braga.

Marinho, pilhas inesgotáveis

Turbilhão de futebol misturado num cocktail multivitamínico de arranques, dribles e cruzamentos. Fonte inesgotável de problemas para a defesa do Rio Ave. Carlos Mozer dá-lhe corda antes do começo e Marinho corre, corre, corre sem parar. Extremo de recursos interessantíssimos, pincelados com uma coragem comovente. Jogador vertical, sempre à procura da baliza ou da assistência para o ponta-de-lança. Bela partida, à semelhança do que já fizera contra o Benfica.

Milhazes, espera recompensada

Três meses de espera pelo regresso à competição. Uma espera recompensada com um golo fenomenal aos 13 minutos. Bola no ar, pontapé de primeira e Salin sem hipóteses de defesa. Mantém as características de sempre. Raçudo, compenetrado, aqui e ali precipitado. Duelo faiscante com o irrequieto Marinho. Sobreviveu, o que não é de todo despiciendo. Nota positiva, portanto.

Godemèche, francês altruísta

Jogador de recepção e passe. Simples e eficaz. Sobretudo eficaz. E também senhor de uma alma altruísta. Capaz de galgar metros sem fim à procura de uma recuperação de bola, para entregá-la de imediato a um colega. Superior a Manuel Curto nesta tarde, essencialmente pela larga amplitude conferida ao seu jogo. Importante na organização da equipa e na consistência defensiva.

João Tomás, manipulador

55 minutos aparentemente distante e, num ápice, uma bola rematada com estrondo ao ferro. É isto um bom ponta-de-lança. Toca poucas vezes na bola, parece longe de tudo e de todos, manipula os centrais e é capaz de dar a estocada na altura certa. Nome incontornável neste Rio Ave.