O Nacional faz anos amanhã: 100! E vai festejar com mais um triunfo na Liga que começou no domingo, passou pela segunda-feira à tarde e acabou nesta terça-feira. Uma história que vai ficar e durar de certeza muitos anos. Os madeirenses foram mais felizes e até poderiam ter vencido por mais golos. A Naval até começou a ganhar e sai do campo com mais uma derrota, e quase de cabeça perdida.

Parte I: Já era de esperar que a partida não terminasse

Com cerca de 15 minutos de atraso, Nacional e Naval entraram em campo, num relvado muito escorregadio, em más condições. Os madeirenses queriam chegar ao golo rapidamente, pois sabiam que à medida que o tempo decorria, as condições para jogar seriam por certo piores. E assumiram o jogo, mas num puro lance de contra-ataque, os figueirenses chegaram ao golo. Michel surgiu sozinho no lado direito do seu ataque cruzando bem para Camora no lado oposto e sem marcação empurrar para a baliza de Bracalli.

Os pupilos de Jokanovic tentaram reagir de pronto. E os visitantes fecharam cada vez mais e raramente saíam do seu meio campo, defendendo muitas vezes com 11 homens atrás da linha da bola. Ao minuto 25, Orlando Sá esteve perto de empatar após um bom passe de Luís Alberto, mas Jorge Batista, corajoso, parou um remate muito forte do avançado alvinegro. Já perto do intervalo (40m), Claudemir na cobrança de um livre directo voltou a por à prova o guarda-redes da turma da Figueira, que voou e desviou para canto. Atingiu-se então o intervalo já com um nevoeiro cerrado e com os locais a não conseguirem ultrapassar a bem fechada Naval.

Parte II: Uma longa espera inglória

Foi preciso esperar 73 minutos para o recomeço da partida, pois Hugo Pacheco entendeu que não havia condições para jogar, face ao nevoeiro cerrado que caiu sobre o relvado. E numa aberta, a partida recomeçou e o Nacional tirou vantagem. É que de novo sob algum nevoeiro, o juiz da partida assinalou uma grande penalidade contra os figueirenses quando estavam decorridos quatro minutos da segunda parte. Foi impossível ver ao certo o que se passou, mas supostamente terá acontecido uma falta sobre Orlando Sá. Claudemir, chamado a converter, não perdoou, e empatou aos 54 minutos.

Sobre muitos protestos de Rogério Gonçalves e dos seus jogadores, a partida foi interrompida, valendo-lhe já o título da mais longa da época. Tudo começou às 15 horas!

Parte III: Nuno Pinto conta com colaboração de Jorge Batista

E à terceira foi de vez. Este jogo mais longo da Liga finalmente chegou ao fim. Os madeirenses começaram da melhor forma, tal como ontem após o intervalo. Logo aos 57 minutos, dois minutos do dia de hoje, Nuno Pinto conseguiu aproveitar com sorte uma oferta de Jorge Batista que ao tentar aliviar a bola chutou-a contra as costas do lateral nacionalista e esta entrou para dentro da baliza da Naval. Estava desfeita a igualdade.

Seria de novo a turma da Choupana a estar perto do golo, quando aos 70 minutos, Orlando Sá isolado rematou fraco para defesa fácil de Jorge Batista. A Naval subiu no relvado e isso deixou os locais com mais espaço para contra atacar. Aos 79m, Skonik num bom trabalho remata para defesa de Jorge Batista. No minuto seguinte, mais uma perdida de Orlando Sá que sozinho chutou ao lado.

E o nevoeiro voltou a fazer das suas, com o árbitro a interromper a partida aos 84 minutos. Cinco minutos depois, nova aberta e aqui segue o jogo, mas apenas para mais três minutos. O banco da Naval foi protestando várias vezes com o árbitro e o jogo pouco ou nada teve mais de futebol. Foi meia bola e força, com os pupilos de Jokanovic a defenderem a vantagem como podiam e os homens da Figueira da Foz desesperados a tentar colocar a bola na área nacionalista. Aqui fica a crónica do jogo mais longo da Liga. E deve ser bem pensado o que se passou aqui. Cumprir as regras só, não chega, numa situação destas.