Duas equipas completas viram o cartão vermelho num jogo de juniores, no Paraguai. O descontrolo coletivo mete impressão, de facto, e lembra-nos a pior versão do futebol sul-americano.

O árbitro começou por expulsar um jogador de cada uma das equipas, Teniente Farina e Libertad. De nada valeu. Os dois intervenientes continuaram a agredir-se e contagiaram todos os colegas em redor. Com medo, o trio de arbitragem fugiu e refugiou-se nos balneários.

Como não conseguiu perceber quem eram os jogadores envolvidos nos tumultos, a decisão foi fácil: expulsar os 36 jogadores, 18 de cada equipa, incluídos na ficha de jogo.

O presidente do Teniente Farina, Hernan Martinez, não concordou. «Todos entraram no relvado para controlar os colegas e os adversários. Os árbitros não ficaram no campo e nem viram o que se passou», referiu o dirigente.

Sixto Nunez, líder do Libertad, concorda com o homólogo. «Eles deviam ter acautelado a situação e garantido que os dois jogadores inicialmente expulsos tinham saído do relvado».

Conclusão: nem numa batalha campal generalizada as culpas deixam de recair nos árbitros.