Quase dois anos depois e a poucos meses do Mundial 2026, Aursnes anunciou o regresso à seleção da Noruega, mas admite não se sentir merecedor de ter um lugar na lista de convocados para representar o país na competição.
Em declarações à TV2, o médio do Benfica confessou ter tomado a decisão de deixar a seleção após uma época com muitos minutos nas pernas e a adaptação à realidade do Benfica. Aursnes confessa ter-se sentido «desejado» por Stale Solbakken, selecionador da Noruega, e isso influenciou o regresso.
«De certa forma, não (mereço ir ao Mundial), não contribuí com nada. Todos os que contribuíram fizeram um trabalho fantástico e eu não participei. Acho que é muito mau não participar nas eliminatórias e depois estar no Mundial. Tem sido muito difícil para mim. Tive boas conversas com o Stale (Solbakken), que demonstrou respeito e compreensão pela minha escolha. Senti-me muito desejado, isso foi importante para mim», começou por referir.
«Se tivesse existido um Mundial ou um Europeu quando tomei a decisão de sair, há dois anos, tenho a certeza de que não tinha participado. Naquele momento, era certo que ia desistir. Foi o meu primeiro ano no Benfica e muitas coisas eram novas para mim. Nunca tinha jogado tanto e precisei de tempo para me habituar ao dia a dia. Mas agora já me adaptei e recuperei as minhas energias. E comecei a sentir falta dos encontros e jogos com a Noruega», acrescentou Aursnes, que lembrou a carga de jogos que teve no ano em que decidiu abdicar da seleção.
«Senti que não conseguia respirar. Foi uma correria constante e eu não tinha um minuto de descanso. Sentia-me mentalmente exausto», afirmou, ainda.