Agora sim, tudo a postos. É esta a ideia que Carlos Queiroz quis passar quando falou aos jornalistas, esta quarta-feira, na concentração na Covilhã, após o dia de folga. A primeira semana de trabalho ficou marcada pela chegada dos jogadores a conta-gotas. Agora é altura de pôr a máquina a carburar.

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«A grande novidade para esta semana é que o estágio vai começar. Tivemos este jogo contra Cabo Verde para os jogadores que começaram a preparação no dia 9. Foi um elemento motivador. Entre o dia 21 e 22, chegaram 17 jogadores ao estágio. A primeira vez que falei com toda a gente foi no dia 23 à noite. Agora, com os 24 jogadores juntos, vai ser pé na tábua», afirmou o seleccionador.

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Os objectivos estão traçados. Fortalecer o grupo, sem descurar as vertentes individuais da preparação: «Vamos centrar as nossas atenções na parte colectiva e complementar de acordo com as necessidades de alguns jogadores. O Pepe, o Ricardo Carvalho e o Pedro Mendes, por exemplo, que estiveram lesionados, vão ser alvos de preparação específica. O nosso objectivo é que no dia 1 a equipa esteja bem.»

«Nos momentos decisivos os jogadores mostram querer»

Carlos Queiroz voltou a falar da polémica gerada pelo último treino aberto ao público em que várias pessoas se manifestaram contra a curta duração do mesmo. Para o seleccionador, não há polémicas. Há planos delineados e são para serem cumpridos.

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«A maioria das pessoas compreende que o nosso plano de preparação não se vai desviar um milímetro da rota para fazer espectáculos. A preparação não é um espectáculo. Vamos continuar com os planos traçados, de acordo com a comunidade local e com a autarquia. Não é pelo que pensam duas ou três pessoas que vamos mudar os planos», assegurou.

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O seleccionador falou, ainda, da tomada de decisão quanto ao jogador a ser excluído do grupo. Nada decidido, garante. «A decisão tem de ser tomada até dia 1. Até lá vamos pensar, temos tempo. Vamos dar oportunidades aos jogadores de trabalharem e mostrarem serviço», referiu.

Para o final, uma mensagem de confiança no grupo, a apelar ao apoio popular e exemplificando com uma selecção que muitos consideram candidata ao título: «Os portugueses sabem que, nos momentos decisivos, estes jogadores mostraram querer, vontade e determinação. Recordo, por exemplo, como foi a qualificação da Espanha quando acabou campeã da Europa.»